A declaração do deputado estadual Tovar Correia Lima (MDB) sobre o andamento da campanha eleitoral em Campina Grande provocou repercussão nos bastidores políticos da cidade e foi analisada nesta segunda-feira (31) durante a estreia do programa “Senso Crítico”, da FGTV. O comentário foi feito pelo jornalista Márcio Rangel, que participou da atração apresentada por Klauber Beserra. Na avaliação do jornalista, a fala de Tovar, embora não tenha citado nomes, sinalizou possível insatisfação com a condução da campanha na cidade. O episódio passou a ser associado às diferentes candidaturas que integram o campo político ligado ao prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil). A repercussão também alcançou grupos de WhatsApp ligados à estrutura administrativa e à militância.
Segundo Márcio Rangel, Tovar havia concedido entrevista na semana anterior à MRTV, na qual falou sobre o mandato e avaliou os primeiros dias de campanha. Ao comentar o trecho exibido no programa, Rangel afirmou: “Foram 35 segundos, mas que caíram como uma verdadeira bomba aqui em Campina Grande. Por quê? Porque Tovar acabou expondo uma chaga que a gente não sabia que ela estava aberta desse jeito, de insatisfação com o andar da carruagem”. O jornalista ressaltou que Tovar não mencionou diretamente qualquer integrante do grupo político. “Ele não citou, obviamente, nome de ninguém”, disse. A partir disso, Rangel relacionou a declaração ao cenário eleitoral e às diferentes candidaturas que disputam espaço no grupo.
Na análise apresentada no programa, Rangel citou quatro nomes que, segundo ele, mantêm vínculos políticos com Bruno Cunha Lima na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba: Vitor Ribeiro, Tovar Correia Lima, Fábio Ramalho e Sargento Neto. Vitor Ribeiro, ex-superintendente da STTP, foi apontado como o nome que tem aparecido publicamente ao lado do prefeito durante a campanha. Rangel também relembrou episódios anteriores envolvendo Tovar, Bruno e o ex-prefeito Romero Rodrigues, incluindo a disputa pela indicação para a Prefeitura de Campina Grande. “Eu acho que Tovar estava meio que cobrando a fatura disso, de querer parceria também, de querer o auxílio da prefeitura ou da gestão municipal, da estrutura do governo para essa campanha”, afirmou.
Ainda de acordo com o jornalista, a repercussão da fala teria provocado movimentação entre apoiadores e integrantes da estrutura administrativa. Rangel relatou que mensagens circularam em grupos de WhatsApp ligados à Prefeitura e à militância e citou uma manifestação atribuída ao vereador Dinho Papaléguas, aliado de Tovar, com o objetivo de tranquilizar apoiadores sobre possíveis consequências políticas. “Não vai haver caça às bruxas, que não vai ter demissão de ninguém, quem vota em Tovar continua na estrutura do governo”, relatou o jornalista, ao reproduzir o teor da mensagem que disse ter recebido. O “Senso Crítico” terá duas horas diárias de duração, com cobertura dos principais fatos do dia, movimentações partidárias e articulações políticas na Paraíba. O programa terá edição e produção do jornalista Steniel Vieira, gerência de conteúdo de Dayana Lucas e correspondentes em diferentes regiões do Estado.



