O deputado federal eleito e ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), afirmou que não espera uma convivência política próxima com o senador eleito João Azevêdo (PSB) no Congresso Nacional. Durante entrevista ao programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, nesta quarta-feira (14), o petista também comentou as diferenças entre parlamentares de campos ideológicos distintos e defendeu coerência na atuação política. A discussão passou pelo papel dos representantes eleitos e pelos limites das alianças após a disputa eleitoral.
“Eu acho que não tem muita convivência. Eu acho que cada um vai fazer o seu trabalho. É assim que as coisas devem ser”, declarou Ricardo, ao avaliar a relação com João Azevêdo. Na sequência, o ex-governador afirmou que os caminhos políticos de cada um foram definidos pela própria trajetória e fez uma referência direta à sua postura pessoal. “Eu nunca traí ninguém, eu não traio ninguém, eu sou absolutamente fiel àquilo que eu acredito”, disse durante a conversa com o jornalista Klauber Beserra.
Apesar das diferenças, Ricardo destacou que considera a defesa da democracia e da soberania nacional acima das divergências individuais. “O Brasil é uma dessas coisas. O Brasil, a defesa de um Brasil democrático, soberano, de um Brasil que seja para a maioria do seu povo, acima de qualquer coisa”, afirmou. O petista também defendeu que João Azevêdo e os demais parlamentares atuem com coerência e coragem. “Política é para gente corajosa. Política não pode ter covardia”, acrescentou.
A declaração ocorre em um cenário de disputas ideológicas que também envolve o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), representante da direita, e parlamentares alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Paraíba, Lula obteve 61,29% dos votos válidos no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, contra 33,09% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo os números apresentados no levantamento eleitoral. Embora o petista tenha registrado vantagem expressiva no estado, a disputa foi mais apertada em municípios como João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Campina Grande. Para Ricardo, o momento exige posições políticas claras sobre soberania, proteção social e democracia.
João Azevêdo sobe o tom em defesa de Lula, critica gestão Bolsonaro e fala em “diferenças gigantes”




