O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado Federal, Marcelo Queiroga (PL), sinalizou nesta sexta-feira (12) o enfraquecimento da aliança entre o Partido Liberal (PL) e o Partido Novo na Paraíba. Durante entrevista, o dirigente bolsonarista afirmou que a parceria construída nas eleições municipais de 2024 trouxe pouco retorno político ao PL e indicou que o cenário para 2026 deve ser reavaliado.
Ao comentar a composição da chapa da direita para a disputa ao Senado, Queiroga praticamente descartou a possibilidade de o ex-deputado federal Major Fábio, filiado ao Novo, ocupar a segunda vaga do grupo político. Segundo ele, a definição seguirá uma estratégia nacional adotada pelo Partido Liberal para ampliar sua representação na Câmara Alta.
“Independente do número de candidatos que tem esse bloco político dos adversários… Primeiro, porque não tem novela nenhuma. O Partido Liberal tem uma estratégia nacional em relação a senadores. Nós queremos eleger senadores em todos os estados do Brasil e nós vamos escolher a estratégia melhor para esse tipo de resultado”, afirmou ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM.
Na sequência, Queiroga citou divergências recentes entre lideranças do Novo e integrantes do PL. “O Major Fábio é um companheiro, é uma pessoa que nós respeitamos, mas o Major Fábio é de outro partido, é do Partido Novo, não é? Cujo pré-candidato à Presidência tem atacado o senador Flávio Bolsonaro de maneira desarraigada. Então, esse é um ponto, sem contar outras falas do ex-governador Zema em relação ao Nordeste. Então, é preciso deixar bem claro isso”, declarou.
O ex-ministro também questionou a utilidade eleitoral da aliança entre as duas legendas. “Segundo ponto: aliança com o Partido Novo, ela é uma aliança conceitual, como nós tivemos em 2024 com o Partido Novo. Mas é uma aliança que, do ponto de vista prático, não agrega nem tempo de televisão e nem fundo eleitoral. Então, tem que se avaliar sobre esse aspecto”, disse.
Apesar das críticas, Queiroga afirmou que a definição sobre a segunda candidatura ao Senado ainda será construída nos próximos meses. “Mas, no fim do dia, quem decide é o eleitor. O eleitor é que vai escolher em quem ele vai dar o segundo voto, ou se ele vai dar esse segundo voto a alguém. Então, vamos trabalhar para que tenhamos um bom resultado. E Efraim Filho, como candidato majoritário, está cuidando dessas articulações, naturalmente que nós participamos também, e nós temos até agosto para poder tomar essa decisão.”
As declarações ocorrem em meio ao desgaste da relação entre PL e Novo no cenário nacional. Nos últimos meses, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e protagonizou declarações sobre o Nordeste que geraram repercussão política. Na Paraíba, o debate ganha relevância porque o grupo liderado pelo senador Efraim Filho busca consolidar uma chapa competitiva para 2026, enquanto Major Fábio vinha sendo apontado como um dos nomes cotados para ocupar a segunda vaga da direita na disputa ao Senado.





