O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado Federal, Marcelo Queiroga (PL), afirmou nesta quinta-feira (28) que manterá uma relação institucional com lideranças políticas de diferentes campos ideológicos caso seja eleito senador nas eleições de outubro.
Durante entrevista ao programa CBN João Pessoa, da rádio CBN Paraíba, Queiroga foi questionado sobre como seria a convivência política caso integrasse uma chapa diferente da do ex-governador João Azevêdo (PSB) ou de outros nomes que pensam de forma divergente da direita bolsonarista.
Ao responder, o ex-ministro destacou experiências anteriores de diálogo institucional e afirmou que diferenças políticas não impedem a construção de agendas administrativas. “Com o governador Wellington Dias, quando presidia o Consórcio Nordeste, sempre houve respeito institucional. Com o ex-governador João Azevêdo também tivemos uma relação de respeito mútuo”, afirmou.
Queiroga revelou ainda que encontrou João Azevêdo recentemente em João Pessoa e admitiu a possibilidade de futuras conversas políticas. “Inclusive, encontrei o governador domingo em um restaurante aqui. Nos cumprimentamos normalmente e há a possibilidade de eu estar com ele. Se estiver com ele ou com qualquer outro candidato, vamos trabalhar pela agenda da Paraíba e pelos interesses do Brasil”, declarou.
A fala ocorre um dia após a divulgação da pesquisa do Instituto Data Ranking, em parceria com o portal Fonte83, que colocou João Azevêdo na liderança da disputa ao Senado no primeiro voto estimulado, com 43,1% das intenções de voto.
No mesmo cenário, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) aparece em segundo lugar, com 20,5%, enquanto Marcelo Queiroga registra 4,2%. Já no levantamento para o segundo voto, Queiroga sobe para 7,2%, ficando atrás apenas de Veneziano, com 26,9%, e João Azevêdo, com 15,1%. Na soma geral dos dois votos estimulados, João lidera com 58,2%, seguido por Veneziano, com 47,4%. Marcelo Queiroga aparece com 11,4%.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em 82 municípios paraibanos entre os dias 22 e 25 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.




