Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva - Foto: Ricardo Stuckert / PR.

O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou neste domingo (26), durante seu Congresso Nacional realizado em Brasília, um manifesto que define as diretrizes políticas da legenda para os próximos anos e estabelece como prioridade a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.

O documento, intitulado “Construindo o futuro”, foi debatido ao longo de três dias de encontro e reúne avaliações do atual governo, além de propostas consideradas estratégicas para o país. Apesar de ser o principal nome do partido, Lula não participou presencialmente do evento, pois se recupera de procedimentos médicos realizados em São Paulo.

Ainda assim, o presidente acompanhou a elaboração do texto. Em vídeo exibido na abertura do congresso, ele demonstrou confiança no desempenho do governo e no cenário eleitoral. “O partido que está no comando do governo não corre atrás de adversários. Se a gente fizer tudo corretamente, a gente não perde eleição”, afirmou.

No manifesto, o PT apresenta um balanço positivo da atual gestão federal, classificando-a como um período de reconstrução nacional após o que chama de retrocessos anteriores. A legenda sustenta que a continuidade do projeto político em 2026 será decisiva não apenas para o Brasil, mas também para o cenário democrático internacional.

Entre os pontos destacados estão indicadores como crescimento da renda, redução da pobreza, ampliação da educação em tempo integral e aumento de investimentos na saúde. O texto também menciona a atuação do governo em momentos de crise, como as enchentes no Rio Grande do Sul e os impactos de conflitos internacionais na economia.

Além do diagnóstico, o documento propõe um conjunto de reformas estruturais. Entre elas estão mudanças no sistema político e eleitoral, revisão do modelo tributário, regulação de plataformas digitais, alterações no Judiciário, reforma administrativa, avanço na reforma agrária e reestruturação do sistema de comunicação.

O presidente nacional do partido, Edinho Silva, destacou que as propostas buscam fortalecer as instituições democráticas. “É aproximar da sociedade civil e fortalecer o Judiciário”, afirmou.

O manifesto também incorpora pautas sociais, como a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, ampliação do acesso a creches e a discussão sobre tarifa zero no transporte público.

No campo internacional, o texto traz críticas à política externa dos Estados Unidos (EUA) sob liderança de Donald Trump, contrapondo esse modelo ao que o partido define como tradição diplomática brasileira baseada no diálogo.

Internamente, o PT propõe ainda renovação de suas estruturas, com limitação de mandatos em cargos partidários e ampliação da participação feminina, com meta mínima de 50% nos espaços de decisão.

Ao final, o documento reafirma princípios históricos da legenda, como o compromisso com o socialismo democrático e a defesa de um cenário internacional voltado à paz e à cooperação.

O congresso marca o início de uma nova fase de organização política do partido, já projetando o cenário eleitoral em 4 de outubro e consolidando estratégias para manter protagonismo no debate nacional.

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