Pedro Netho, presidente do PT de Campina Grande.

O presidente do PT de Campina Grande, Pedro Netho, confirmou que o diretório municipal decidiu emitir nota pública defendendo apoio às pré-candidaturas de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e João Azevêdo (PSB) para o Senado nas eleições de 2026, em movimento que contraria a sinalização da direção estadual da legenda. A entrevista foi concedida ao programa Arapun Verdade FM.

Segundo Pedro Netho, a posição foi aprovada durante reunião realizada na última sexta-feira e reflete o entendimento de que os dois nomes estão alinhados ao projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“As duas candidaturas que estão de fato alinhadas e comprometidas com o projeto que o presidente Lula representa para o nosso país são Veneziano Vital do Rêgo e João Azevêdo”, afirmou

A declaração ocorre após a presidente estadual do PT da Paraíba, deputada Cida Ramos, afirmar que Lula orientaria apoio a três nomes para o Senado: Veneziano, João Azevêdo e Nabor Wanderley.

Pedro Netho rebateu e disse desconhecer qualquer definição nesse sentido.

“Eu desconheço essa orientação de voto em três senadores. O que vinha sendo discutido e debatido era as candidaturas de Veneziano e Ricardo Coutinho. Pra mim é novidade que Nabor Wanderley entre como opção de escolha para o Partido dos Trabalhadores”, disparou.

Apesar do posicionamento político, Pedro Netho reconheceu que a decisão oficial sobre alianças estaduais cabe à executiva estadual e ao diretório nacional do PT.

“O PT de Campina Grande, assim como qualquer outro diretório municipal, não decide oficialmente sobre apoio para governo ou Senado. Isso compete à direção estadual, em diálogo com o diretório nacional”, explicou.

Mesmo assim, reforçou que a nota representa o sentimento da militância campinense e a preocupação com a disputa pelo Senado em 2026.

Para o dirigente petista, a eleição para o Senado será estratégica para o futuro governo Lula, caso o presidente dispute e vença a reeleição.

“O Senado é alvo da extrema-direita. A gente precisa garantir que nos próximos quatro anos o presidente Lula tenha melhor condição de governar o país com um Congresso mais aliado”, concluiu.

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