O presidente estadual do PSD, Pedro Cunha Lima, afirmou que sente falta de maior unidade entre as lideranças da oposição paraibana e defendeu a construção de um projeto coletivo para as eleições de outubro. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa nesta terça-feira (23), em João Pessoa, durante a agenda do pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), na Paraíba.
A visita de Caiado reuniu importantes lideranças políticas do Estado, entre elas o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o deputado federal Mersinho Lucena, o pré-candidato a vice-governador Diogo Cunha Lima, além de dirigentes partidários e apoiadores. Nos bastidores, as articulações para a composição da chapa oposicionista dominaram parte das conversas.
Ao ser questionado sobre as divergências em torno da disputa por uma vaga ao Senado Federal na futura chapa encabeçada pelo ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), Pedro demonstrou preocupação com a falta de convergência entre os integrantes do grupo.
“Eu sinto falta de mais unidade para que a gente possa marchar em conjunto. Eu tenho uma visão de política que é importante ter um projeto coletivo; sempre fui um defensor da unidade. A oposição tem que estar unida e, se a maioria entender que deve outra candidatura representar esse campo, eu não serei problema”, afirmou Pedro Cunha Lima, em entrevista à imprensa.
O dirigente do PSD também relembrou sua decisão de não disputar o Governo do Estado, destacando que a escolha foi tomada para preservar a coesão do bloco oposicionista. Segundo ele, a construção de um projeto comum deve estar acima das pretensões individuais.
“Eu sempre fui um defensor da unidade. Inclusive, quando decidi não estar na disputa, foi, sobretudo, em respeito à unidade do campo das oposições. Eu quero ser mais um agente que procura prestigiar a unidade e o espírito de grupo, tenho buscado conversar com todos e levando argumentos”, declarou.
As declarações acontecem em meio às negociações que envolvem a formação da chapa majoritária para este ano. Embora a oposição tenha avançado na construção de entendimentos em torno de alguns nomes, a definição dos espaços para o Senado e outros cargos segue como um dos principais desafios para manter a unidade defendida por Pedro Cunha Lima e demais lideranças do grupo.



