O deputado estadual eleito Nilvan Ferreira (PL) criticou, nesta segunda-feira (26), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a retenção dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em vídeo publicado nas redes sociais, Nilvan classificou a medida como o início de uma suposta perseguição contra políticos de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na gravação, Nilvan afirmou que a decisão seria uma tentativa de intimidar e silenciar lideranças da direita. O parlamentar também convocou os políticos eleitos pelo campo conservador a manterem a atuação de oposição. “Começou a caça àqueles que farão oposição”, declarou, ao questionar a determinação judicial e afirmar que Flávio Bolsonaro pretende liderar a oposição ao governo federal.
O deputado eleito ainda fez críticas à gestão petista e afirmou que o Brasil enfrentará uma grave crise econômica em 2027. Sem apresentar dados para sustentar a previsão no vídeo, Nilvan declarou que o governo tentaria limitar as manifestações de seus opositores. Ele também relacionou a decisão judicial ao debate sobre a regulação das mídias digitais e defendeu que os parlamentares eleitos mantenham suas posições políticas.
A decisão foi determinada após declarações de Eduardo Bolsonaro, deputado cassado que vive nos Estados Unidos, sobre a possibilidade de o irmão deixar o Brasil em caso de derrota nas eleições de 2026. Flávio negou que pretendesse sair do país, questionou a medida e afirmou que entregaria os passaportes e se defenderia. O senador é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF; em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. As acusações e investigações não representam, por si só, uma condenação.
Após derrota nas urnas, Flávio Bolsonaro anuncia ação para pedir cassação da chapa de Lula




