O vereador de João Pessoa, Marcos Henriques (PT), avaliou nesta quarta-feira (7), em entrevista ao portal Fonte83, o impacto do apoio da Federação União-Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Para ele, a decisão das cúpulas partidárias não significa uma mudança automática na posição dos eleitores.
“A questão da união da Federação, União Progressista, para mim não muda nada porque, mesmo com a liberação, todo mundo escolheu o seu candidato e não vai mudar no segundo turno”, afirmou. A federação oficializou na terça-feira (6) apoio a Flávio, após reunião das duas legendas.
Marcos citou como exemplos o governador reeleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), e o vereador Tarcísio Jardim (PP). Segundo ele, a filiação partidária ou a decisão nacional das legendas não determina, necessariamente, o voto individual. “Um exemplo claro é Lucas. Lucas votou em Lula e vai votar no segundo turno porque ele escolheu aqui na Paraíba”, declarou. Lucas foi reeleito governador no primeiro turno com 64,30% dos votos válidos.
Na avaliação do vereador, o mesmo raciocínio vale para Tarcísio Jardim. “No primeiro turno, ele não votou em Lula, ele votou em Bolsonaro porque ele é bolsonarista há muito tempo e não existe essa história de obrigatoriedade, entendeu?”, disse. Marcos defendeu que a campanha para a segunda etapa deixe as articulações partidárias em segundo plano e concentre o debate nas propostas dos dois candidatos.
“Então, não tem nenhum tipo de mudança, na minha opinião, sobre isso. O que a gente tem que fazer é ir para as propostas”, afirmou. Em seguida, direcionou as críticas à candidatura de Flávio Bolsonaro e mencionou possíveis impactos sobre aposentados, trabalhadores e servidores públicos, além de fazer referência ao modelo adotado pelo governo de Javier Milei na Argentina. Essas afirmações foram apresentadas por Marcos como argumentos para a campanha de Lula.
O posicionamento ocorre depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Na Paraíba, entretanto, Lula venceu em todo o estado, com 61,31%, enquanto Flávio registrou 33,07%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.




