A formação da chapa de oposição na Paraíba, liderada pelo senador Efraim Filho (PL), segue em ritmo de articulação e ainda está longe de um desenho definitivo. Apesar de já haver nomes encaminhados, a disputa por espaços na majoritária, especialmente para o Senado, ganhou novos capítulos nos últimos dias.
Nos bastidores, a pré-chapa aponta Efraim Filho como candidato ao Governo do Estado, com a médica Juliana Cunha Lima (União Brasil) cotada para a vaga de vice. Para o Senado, o nome já consolidado é o do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), enquanto a segunda vaga vinha sendo associada ao Major Fábio (Novo).
No entanto, a entrada do empresário Artur Bolinha (PL) no debate alterou o cenário. Após reaparecer politicamente em evento em Campina Grande, Bolinha admitiu a possibilidade de disputar o Senado, defendendo que a cidade tenha representação na chapa majoritária.
A movimentação abriu uma nova frente de disputa interna, colocando em xeque a definição da segunda vaga ao Senado e evidenciando que a composição ainda depende de negociações partidárias e de critérios como equilíbrio regional.
Diante desse cenário, Marcelo Queiroga comentou a possibilidade de Bolinha integrar a chapa e evitou qualquer tipo de veto, adotando um discurso de construção coletiva.
“Artur Bolinha é um grande nome, foi candidato a prefeito de Campina em algumas oportunidades, foi candidato a vice-governador em 2022 com Nilvan Ferreira, um resultado excepcional. A chapa está em construção”, afirmou.
O ex-ministro também destacou que o retorno de Bolinha ao PL, ao lado de Nilvan Ferreira (PL), fortalece o grupo político e amplia as possibilidades de composição. “Bolinha retorna ao PL assim como Nilvan e nós vamos compor uma chapa competitiva. Vamos ter dois candidatos ao Senado”, disse.
Apesar disso, Queiroga deixou claro que a segunda vaga ainda não está fechada e pode ser utilizada como moeda de negociação com outros partidos.
“Estamos em negociações com outras legendas para fazer alianças. Em muitos estados, o partido tem reservado a segunda vaga para composição”, explicou.
A fala reforça que, embora haja nomes colocados, a definição final da chapa passa por um jogo político mais amplo, que envolve alianças, estratégia eleitoral e distribuição de forças entre as principais regiões do estado.
Com isso, o cenário segue aberto e deve continuar sendo ajustado nas próximas semanas, à medida que os partidos avançam nas negociações para a disputa eleitoral.
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