As movimentações em torno das eleições de outubro deste ano continuam provocando repercussões no cenário político paraibano. Nesta quinta-feira (25), o ex-deputado federal Major Fábio (Novo) comentou as recentes declarações do senador Efraim Filho (PL–PB) sobre uma possível composição com o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), e avaliou que a construção de uma aliança entre os dois campos políticos encontra obstáculos difíceis de serem superados.
A discussão surgiu após Efraim admitir a possibilidade de apoiar uma eventual candidatura de Nabor ao Senado Federal. No entanto, o senador condicionou qualquer entendimento ao apoio do Republicanos à sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba, requisito que reacendeu o debate sobre o desenho das chapas majoritárias e a formação de alianças para o próximo pleito estadual.
Em entrevista ao portal Fonte83, Major Fábio afirmou que a própria condição estabelecida pelo senador acaba inviabilizando o avanço das conversas. Segundo ele, o Republicanos integra atualmente a base governista e não haveria motivos para que Nabor rompesse com o grupo político ao qual está vinculado para aderir a um projeto liderado pela oposição.
“Pelo que eu entendi na fala de Efraim, ele coloca a impossibilidade de acontecer essa aliança, porque a condição que ele coloca para Nabor não passa na cabeça de ninguém que Nabor vai deixar o grupo estruturado, a estrutura que ele tem de governo, junto com o atual governador para apoiar Efraim. Então, acredito que Efraim apresenta aí a impossibilidade de acontecer essa aliança. Para mim existem outras impossibilidades, mas só por esta aí já acredito que não há nenhuma possibilidade de acontecer essa aliança de Efraim, da direita com Nabor”, declarou.
A avaliação de Major Fábio ocorre em meio às discussões sobre a formação das chapas para o Governo do Estado e para o Senado, que já mobilizam lideranças partidárias mesmo a mais de um ano do início oficial da campanha eleitoral. Nos bastidores, partidos da oposição e da base governista intensificam conversas para definir estratégias e possíveis composições.
Embora o cenário ainda esteja em fase de construção, as declarações evidenciam as dificuldades para a formação de alianças entre grupos que atualmente ocupam posições distintas no tabuleiro político paraibano. A sucessão estadual de 2026 promete ampliar as negociações e manter aquecido o debate sobre os caminhos que serão adotados pelas principais lideranças do estado.
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