Pré-candidato ao Governo, Olímpio Rocha (PSOL) - Foto: Reprodução/Divulgação.

O pré-candidato do PSOL ao Governo da Paraíba, Olímpio Rocha, minimizou nesta quinta-feira (18) a repercussão da declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou durante a cúpula do G7, na França, nunca ter se considerado um político de esquerda. Em entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, o advogado avaliou que a fala não reflete a trajetória política construída pelo petista ao longo de seus mandatos.

Ao comentar o episódio, Olímpio destacou que os governos de Lula foram marcados por iniciativas voltadas para áreas sociais, como combate à fome, geração de emprego e renda e programas habitacionais. Para ele, o conjunto dessas ações demonstra um compromisso histórico com pautas identificadas com o campo progressista. “Houve políticas sociais de moradia, de combate à fome, de concessão de emprego e renda. Então, não é a prática dele. Mostra que sim, Lula é de esquerda, assim como só tem Olímpio de esquerda aqui na Paraíba”, declarou.

Durante a entrevista, o pré-candidato também aproveitou para reforçar a defesa de uma aproximação entre PSOL e PT no estado. Segundo ele, sua candidatura representa o projeto que mais se identifica com o legado político do presidente da República e com a defesa de políticas públicas voltadas para a população de menor renda.

“Nada abalou a vontade de ter o partido na chapa. É para que o PT reflita que hoje, na Paraíba, nós temos apenas a nossa pré-candidatura como, de fato, uma pré-candidatura que tem defendido, que vai defender o legado do presidente Lula, que vai trazer ao debate a necessidade de investimento e políticas públicas sociais”, afirmou.

A declaração ocorre um dia após Lula participar de uma conversa informal com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, durante compromissos paralelos à reunião de líderes do G7. Na ocasião, ao abordar a alternância de poder em democracias ocidentais, o presidente brasileiro afirmou que nunca se considerou um político de esquerda, comentário que rapidamente repercutiu no meio político.

A defesa de uma composição entre PSOL e PT já vinha sendo apresentada por Olímpio nos últimos dias. Em publicação nas redes sociais, o pré-candidato sustentou que o partido de Lula ainda pode integrar sua chapa na condição de vice-governador nas eleições de 2026. Ele argumentou que o PSOL já formalizou apoio ao projeto político do presidente e defendeu maior alinhamento entre os palanques estaduais e as diretrizes políticas adotadas pelo governo federal.

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