Sede da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), na Praça dos Três Poderes, em João Pessoa.

Nove deputados estaduais da Paraíba que não conseguiram a reeleição em 2026 registraram, juntos, uma redução de 74.495 votos em comparação com o desempenho nas urnas em 2022, considerando a diferença entre os votos recebidos nas duas eleições. A maior perda foi registrada por Jane Panta (PP), que passou de 41.277 votos para 21.359, uma redução de 19.918. Na sequência aparece Márcio Roberto (Republicanos), cuja votação caiu de 40.909 para 21.544, diferença de 19.365 votos. Os números integram um levantamento intitulado “Prejuízos Eleitorais”, que compara o desempenho dos parlamentares nas duas últimas eleições para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

Além de Jane Panta e Márcio Roberto, outros cinco parlamentares tiveram redução na votação. Caio Roberto (MDB) perdeu 16.121 votos, passando de 36.809 em 2022 para 20.688 em 2026. Galego Souza registrou uma queda de 9.236, de 34.452 para 25.216. Luciano Cartaxo (Republicanos) teve uma redução de 6.980 votos, saindo de 22.272 para 15.292. Já Inácio Falcão (PCdoB) passou de 24.266 para 22.254 votos, uma diferença negativa de 2.012, enquanto Dr. Romualdo (PCdoB) teve uma redução de 819 votos, de 24.075 para 23.256. Somadas, as perdas individuais desses sete deputados chegam a 74.451 votos.

O levantamento também destaca dois casos em que a votação cresceu, apesar da ausência de reeleição. Eduardo Brito  ampliou seu resultado de 22.778 para 28.442 votos, um aumento de 5.664. Tovar Correia Lima (MDB) também registrou crescimento, embora menor: passou de 23.577 para 23.845 votos, acréscimo de 268. Os dois tiveram, portanto, desempenho individual superior ao de 2022, mas não conquistaram uma vaga na nova composição da Assembleia Legislativa. O contraste mostra que o chamado prejuízo eleitoral não pode ser medido exclusivamente pela perda de votos: no sistema proporcional, a eleição também depende do desempenho dos partidos e das federações, do quociente eleitoral e da distribuição das cadeiras.

A comparação entre as duas eleições dimensiona a mudança no desempenho individual dos nove parlamentares, mas não explica, isoladamente, os motivos que levaram à derrota nas urnas. A redução da votação pode estar relacionada a diferentes fatores, como alterações nas alianças, mudanças partidárias, concorrência dentro das legendas e transformações nas bases eleitorais. Da mesma forma, o crescimento de um candidato não garante a eleição. Assim, o prejuízo eleitoral identificado pelo levantamento deve ser entendido como uma medida da variação no número de votos recebidos, enquanto a perda do mandato representa outro aspecto da disputa: a capacidade de transformar a votação individual em uma das 36 cadeiras da ALPB.

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