O ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), rebateu as declarações do senador e também pré-candidato à reeleição, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que recentemente afirmou que seu principal adversário na disputa de 2026 seria “o dinheiro”. A resposta foi dada nesta terça-feira (16), durante entrevista ao podcast A Tal da Política.
Ao comentar a declaração de Veneziano, João questionou a lógica da fala e destacou que não possui mandato parlamentar nem acesso a emendas orçamentárias. “Para quem tem 100 milhões de emendas por ano, eu acho que é uma resposta que não condiz muito com a lógica. Segundo, se ele diz que o adversário dele é o dinheiro, então eu não sou o adversário dele. Eu sou é quem não tem emenda. Eu não tenho emenda, eu não estou no Governo do Estado, eu não tenho a caneta”, afirmou.
O ex-governador também citou a presença de obras e investimentos vinculados ao mandato do senador em diferentes regiões da Paraíba. “As placas dele, Paraíba afora, já dizem, em todo canto tem uma placa dizendo que tem tantos milhões. Quem tem a estrutura que tem um senador colocar isso, eu confesso que não entendo”, declarou.
Durante a entrevista, João Azevêdo também foi questionado sobre quem considera seu principal adversário na disputa pelo Senado, citando os nomes de Veneziano Vital do Rêgo e do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), que integra a mesma base política governista.
Ao responder, o socialista evitou apontar adversários diretos e defendeu uma campanha baseada em propostas e projetos para a população. “Eu aprendi na política que ninguém faz política contra ninguém. Você tem que fazer política a favor das coisas, a favor do povo, dos projetos que você quer defender. Isso traz uma positividade para a campanha extraordinária”, disse.
João criticou o que chamou de política voltada à destruição de reputações e afirmou que o eleitor espera propostas concretas dos candidatos. “De que vale eu fazer uma campanha em que não se tenha propositura nenhuma, cujo discurso seja única e exclusivamente destruir carreiras ou diminuir a história de alguém? A população já cansou disso”, afirmou.
Segundo o ex-governador, os eleitores querem saber quais são as soluções apresentadas para os problemas do estado e do país. “As pessoas querem saber o que cada pré-candidato tem a dizer sobre a vida de cada cidadão. O que tem de novo para trazer para a Paraíba? O que traz esperança de dias melhores para a cidade, para o estado e para o país?”, concluiu.
Segundo João, o debate eleitoral deve estar voltado para o futuro do estado, a geração de oportunidades e a melhoria da qualidade de vida dos paraibanos, deixando em segundo plano as trocas de acusações e os ataques entre adversários políticos.





