João Azevêdo, governador da Paraíba.

O ex-governador e candidato ao Senado Federal, João Azevêdo (PSB) comentou, nesta terça-feira (1º), o movimento de prefeitos e antigos aliados que passaram a declarar apoio à candidatura do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos). A declaração foi dada durante o programa Senso Crítico, da FGTV e ao Portal Fonte 83, com participação da jornalista Dayana Lucas. Apesar das mudanças no cenário, Azevêdo afirmou que as novas adesões não interferiram no planejamento de sua campanha.

“E as decisões são pessoais, eu tenho dito muito isso. Quem tem que explicar o porquê foi para aqui ou para lá, para acolá, para cima, para baixo, desceu ou voltou, recuou, são as pessoas que tomaram a decisão. Não sou eu, não fui eu”, declarou o ex-governador. Em seguida, João Azevêdo reforçou que nenhum dos movimentos recentes alterou sua estratégia eleitoral. “Eu não tenho essa preocupação. Nenhum dos dois alterou 1 mm sequer do planejamento da nossa campanha”, afirmou.

A reação ocorre após uma sequência de mudanças na composição de apoios políticos. Entre os movimentos mais recentes está a adesão do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), à candidatura de Nabor Wanderley, anunciada em um hotel da Capital. Também foram citadas mudanças nos apoios de gestores de Paulista, ligado ao PSB, e de Baía da Traição, além de outros prefeitos que teriam se aproximado da candidatura republicana. Nabor disputa uma das duas vagas ao Senado na chapa governista encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro (PP), que tem Dra. Lígia Feliciano (União Brasil) como candidata a vice.

João Azevêdo, porém, disse que sua campanha não está condicionada à movimentação de aliados e afirmou manter o foco na disputa pelo Senado. “Eu toquei minha pré-campanha e campanha da melhor maneira possível, correndo verdadeiramente atrás daquilo que eu acredito, dos ideais”, disse. O ex-governador acrescentou que pretende, no Senado, defender projetos e investimentos para o Estado e para o Nordeste. “Eu quero ser senador da Paraíba para discutir grandes projetos, trazer mais investimentos e discutir políticas que possam verdadeiramente transformar a Paraíba e a região Nordeste. Então, uma decisão pessoal de alguém, quem tem que explicar são eles, não sou eu”, completou.

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