O ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), indicou que a escolha do vice na chapa encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro (PP) poderá priorizar critérios políticos e eleitorais acima da tradicional divisão geográfica entre João Pessoa e Campina Grande.

Durante entrevista ao podcast A Tal da Política, nesta terça-feira (16), João afirmou que não faz restrições aos nomes que vêm sendo especulados para compor a chapa governista e destacou que a definição passará por uma análise sobre quem tem maior capacidade de agregar forças ao projeto político. “Cada um tem sua história, cada um tem sua contribuição, cada um tem a sua real possibilidade de ajudar muito o Lucas no governo. Vai ter que ser feita uma análise daquele nome que pode agregar mais e que pode facilitar mais uma vitória esse ano”, declarou.

Ao abordar a questão da representatividade regional, João Azevêdo afirmou que a geopolítica continua sendo um fator importante, mas ressaltou que não deve ser o único critério levado em consideração na escolha.

O ex-governador relembrou a eleição de 2022, quando venceu a disputa estadual sem obter maioria dos votos nos dois maiores colégios eleitorais do estado. “Todo mundo sabe que eu não tive a maioria dos votos de João Pessoa, nem tive a maioria dos votos em Campina Grande, mas eu venci as eleições porque o restante dos municípios da Paraíba nos deram a vitória”, destacou.

A partir dessa análise, João levantou a possibilidade de o vice ser escolhido em outras regiões do estado, especialmente no interior paraibano. “Será que não pode vir alguém do Sertão? Será que não pode vir alguém de outra região? Eu tenho muito cuidado com isso, porque as pessoas gostam de entrar apenas nessa discussão de que tem que ser Campina ou tem que ser João Pessoa”, afirmou.

Segundo ele, a presença de Lucas Ribeiro, que é natural de Campina Grande, já garante uma forte representatividade para a Rainha da Borborema dentro da chapa majoritária. “Se o Lucas é de Campina Grande, ele já tem uma representatividade para a cidade muito grande. O vice pode ser de outra região. Só não deve ser de Campina, por conta da representatividade que a cidade já teria nessa chapa”, avaliou.

João Azevêdo reforçou que o principal requisito para a escolha será a capacidade do nome contribuir para o fortalecimento político da candidatura governista. “Eu não vejo problema nenhum de ser de qualquer outro lugar, desde que essa pessoa agregue ou traga verdadeiramente melhores condições para uma vitória na eleição”, concluiu.

As declarações aumentam as especulações sobre a formação da chapa governista e indicam que lideranças do Sertão, Brejo, Vale do Mamanguape e outras regiões do estado podem entrar no radar das articulações políticas.

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