O ex-presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba, Jackson Macedo, comentou nesta quinta-feira (27) a nomeação de Inácio Machado de Souza Filho para a Superintendência Federal da Aquicultura e Pesca no Estado. Em entrevista ao Portal Fonte 83, ele evitou tratar a indicação como um episódio isolado. Inácio é aliado do deputado estadual Jutay Meneses (Republicanos), que ampliou sua influência sobre o setor da pesca. A nomeação foi oficializada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura por meio da Portaria de Pessoal MPA nº 314, publicada no Diário Oficial da União (DOU). O novo superintendente substitui Pablo Gouveia, que deixou o cargo após orientação da direção nacional do PSD.
Jackson Macedo afirmou que a presença de partidos do Centrão em cargos federais não é novidade no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a composição da administração federal exige acordos que, muitas vezes, são construídos individualmente com parlamentares, independentemente da posição nacional das legendas. “Agora, não é a primeira nomeação do Centro, do Centrão, que acontece num Governo Federal aqui na Paraíba. Tem outros nomes, outros cargos que foram ocupados por figuras indicadas pelos partidos do Centrão”, declarou. Para o petista, o Republicanos paraibano mantém uma relação política próxima de Lula, apesar de o partido não integrar formalmente o arco nacional de alianças do PT. “O Republicanos da Paraíba é aliado do presidente Lula. Você tem o presidente estadual do partido, o deputado Hugo Motta, votando no presidente Lula”, acrescentou.
Na avaliação de Jackson, a nomeação de Inácio se encaixa na lógica de um governo de coalizão e não representa uma novidade dentro da estrutura federal na Paraíba. Ele lembrou que a própria Superintendência da Pesca já esteve sob indicação de outro partido de centro, o PSD, antes da mudança no comando. “O governo é um governo de coalizão e ele precisa de sustentação pra governar. O que a gente espera é que o Republicanos compreenda o cenário político nacional e a necessidade da continuidade do governo do presidente Lula”, afirmou . A movimentação, porém, reforça o espaço político de Jutay Meneses em uma área diretamente ligada à sua atuação parlamentar e coloca um aliado do deputado no comando de uma estrutura federal estratégica para o setor pesqueiro. A indicação também ocorre em meio à aproximação política entre Hugo Motta e Lula, que vêm estreitando a interlocução institucional em Brasília.
Apesar de reconhecer que o cenário não é o ideal para o PT, Jackson Macedo preferiu defender a manutenção da aliança política em torno do governo Lula. “O ideal é que fosse todo mundo do PT no governo, mas o governo é um governo de coalizão e ele precisa de sustentação pra governar”, afirmou ao Portal Fonte 83. Na sequência, o ex-presidente estadual do partido elevou o tom ao defender que o Republicanos considere o cenário eleitoral de 2026 e a disputa pela continuidade do projeto político de Lula. “O que a gente espera é que o Republicanos compreenda o cenário político nacional e a necessidade da continuidade do governo do presidente Lula”, disse. Jackson concluiu fazendo uma crítica à extrema-direita e afirmou que o Brasil não suportaria, em sua avaliação, “outros quatro anos do fascismo da extrema-direita liderado pela família Bolsonaro”, finalizou.



