Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula, em encontro na Malásia — Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante o programa Senso Crítico da FGTV e MRTV, nesta segunda-feira (26), apresentado pelo jornalista Klauber Beserra, a correspondente Andreza Andrade comentou a repercussão internacional da eleição presidencial brasileira. Direto de Manhattan, em Nova York, ela destacou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cidade, apesar do desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ) no conjunto dos Estados Unidos (EUA).

Segundo Andreza, Lula obteve 52,40% dos votos em Nova York, contra 47,60% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 577 votos. A correspondente também chamou atenção para a participação dos eleitores durante a votação. “Eu tava lá acompanhando o dia inteiro. Muita gente foi votar”, relatou.

Apesar do resultado em Nova York, Flávio Bolsonaro alcançou 62,65% dos votos no conjunto dos Estados Unidos, conforme os números apresentados pela jornalista. No resultado geral da votação brasileira no exterior, porém, Lula ficou à frente, com 53,88% dos votos, contra 46,12% de Flávio. Andreza destacou ainda o peso da votação no Japão, onde o candidato do Partido Liberal (PL) obteve apoio expressivo.

Imprensa internacional repercute resultado

A correspondente também analisou como veículos internacionais noticiaram a vitória de Lula, relacionando o resultado brasileiro ao avanço de forças conservadoras na América Latina e à influência política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Andreza citou uma manchete da agência Associated Press (AP): “A vitória de Lula no Brasil contraria a guinada regional à direita e priva a Trump de um aliado poderoso”. A jornalista também mencionou a cobertura da Fox News, que destacou a resistência de Lula ao desafio conservador ligado ao bolsonarismo.

Silêncio de Trump entra na análise

Durante a participação, Andreza comentou a repercussão das declarações de Trump sobre o resultado eleitoral brasileiro e afirmou que, até a manhã desta segunda-feira (26), não havia identificado novas manifestações do presidente norte-americano ou da Casa Branca sobre a eleição.

A correspondente também mencionou a cobertura da BBC sobre a reação nos Estados Unidos e a avaliação de especialistas a respeito do impacto político do resultado. Ao abordar o cenário internacional, ela destacou ainda a votação de Lula em países europeus e as possíveis repercussões diplomáticas para o Brasil, inclusive nas relações com integrantes do Brics.

Ao concluir a participação, Andreza associou o resultado eleitoral à continuidade da democracia brasileira e à posição do país no cenário internacional. “O Brasil não é quintal de ninguém”, afirmou, ao citar uma expressão frequentemente utilizada por Lula. A correspondente encerrou a análise com uma referência à identidade nordestina: “Como a gente diria no nordestinês, fechamos”, concluiu.

Assista a participação de Andreza Andrade ao programa Senso Crítico:

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