As críticas da oposição às supostas obras inacabadas do Governo da Paraíba ganharam resposta do secretário de Estado do Desenvolvimento e da Articulação Municipal e presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho. Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, nesta semana, o auxiliar do governador Lucas Ribeiro (PP) classificou como “politicagem” as cobranças feitas por parlamentares oposicionistas e afirmou que o período eleitoral tem ampliado debates que, segundo ele, desconsideram fatores técnicos que interferem na execução das obras públicas.
George Coelho afirmou que muitas intervenções, principalmente na malha rodoviária estadual, possuem licitações concluídas e canteiros preparados, mas enfrentam atrasos em razão das condições climáticas. Segundo ele, iniciar serviços de pavimentação em pleno período chuvoso comprometeria a qualidade das obras e representaria desperdício de recursos públicos. “É um excesso de zelo ou politicagem. Eu acho que é politicagem. Tem estrada com licitação pronta e obra para começar, mas você vai iniciar uma obra no inverno para depois ver tudo se desfazer? Isso seria brincar com o dinheiro público e com o dinheiro do contribuinte”, declarou.
Ao comentar as críticas sobre rodovias deterioradas, o secretário citou como exemplo a estrada que liga Sapé, Capim e Baía da Traição, construída em 1998 e que, segundo ele, será totalmente revitalizada. George explicou que o aumento do fluxo de veículos pesados ao longo das últimas décadas acelerou o desgaste da pavimentação e justificou a necessidade de uma reconstrução completa da via. “Hoje o transporte é completamente diferente daquele da época em que a estrada foi construída. O peso aumentou muito e ela precisa ser refeita para suportar essa nova realidade”, afirmou.
Questionado sobre as denúncias envolvendo obras inacabadas e se a oposição poderá explorar o tema durante a campanha eleitoral, George Coelho ressaltou que os investimentos estaduais executados em parceria com os municípios seguem critérios técnicos e dependem do cumprimento de etapas administrativas pelas prefeituras. Segundo ele, eventuais paralisações podem ocorrer por problemas em cronogramas, prestações de contas ou execução municipal. “O Estado repassa os recursos para que os municípios executem as obras. Às vezes há problemas na construção, na prestação de contas ou no cronograma. Agora, sinceramente, eu não conheço uma obra do Estado que esteja inacabada por responsabilidade do Governo”, concluiu.




