O empresário João Amoêdo, um dos fundadores e ex-presidente do Partido Novo, declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em publicação no X, antigo Twitter, nesta sexta-feira (23), Amoêdo afirmou que, apesar das críticas ao atual presidente, considera um eventual governo do candidato do PL um risco maior para o país.

Ao justificar a escolha, Amoêdo criticou os dois candidatos e afirmou que a disputa presidencial voltou a ser marcada pela polarização e pela rejeição aos adversários, em vez do debate de propostas. Sobre Lula, apontou problemas na condução das contas públicas, na relação com setores divergentes e nas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Já em relação a Flávio, questionou sua experiência para governar o país e mencionou suspeitas envolvendo o senador, como casos de suposta rachadinha e lavagem de dinheiro. As acusações citadas por Amoêdo não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal.

O empresário também comparou os cenários políticos que, em sua avaliação, poderiam surgir após a eleição. Segundo ele, um eventual novo mandato de Lula seria o último do petista e teria como vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), enquanto Flávio poderia disputar a reeleição e contar com uma base mais favorável no Congresso Nacional e entre governadores aliados. Amoêdo afirmou ainda que será oposição independentemente de quem vencer a eleição.

A declaração aprofunda o distanciamento entre Amoêdo e o partido que ajudou a fundar, em 2011, com uma proposta liberal na economia e de renovação política. O empresário já havia declarado voto em Lula no segundo turno de 2022, após apoiar Jair Bolsonaro na disputa presidencial de 2018. Na publicação desta sexta, resumiu sua decisão afirmando que prefere “a irritação com um novo governo Lula” ao risco que, segundo ele, representaria uma gestão de Flávio Bolsonaro.

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