O ex-deputado estadual Cicinho Lima (Republicanos) explicou, nesta segunda-feira (19), em entrevista à equipe de reportagem do Portal Fonte83, por que decidiu apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A mudança de posicionamento ocorre após sua trajetória ligada ao PL e contrasta com o histórico político de sua família.
Suplente do Partido Liberal (PL) em 2022, Cicinho chegou a assumir mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Seu pai, o saudoso cantor e compositor Pinto do Acordeon, era ligado ao bolsonarismo e chegou a interpretar uma música para Jair Bolsonaro em 2018. Agora, o ex-parlamentar anuncia uma composição em apoio a Lula e afirma que sua escolha foi pessoal.
“Não é que eu queira me direcionar para a direita ou para a esquerda. Eu vou reto. Continuo andando reto, a favor do povo”, declarou. Segundo Cicinho, a experiência como secretário executivo de Cultura da Paraíba pesou na avaliação das políticas públicas do governo federal, especialmente nas ações voltadas aos artistas e aos fazedores de cultura.
“Quando assumi a Secretaria Executiva de Cultura, vi as políticas públicas que o governo Lula tem, o respeito que ele tem com os artistas, com os quilombolas, com os indígenas, com os ciganos, com a cultura no geral e com os fazedores de cultura”, afirmou. Ele também relatou ter participado de reuniões em Brasília com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e disse ter percebido diferenças em relação ao período do governo Bolsonaro.
Cicinho ressaltou que não recebeu pedidos para declarar apoio ao petista e negou ter sido influenciado por aliados, embora tenha citado sua relação política com o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), e com o governador Lucas Ribeiro (PP). “Não é influência de ninguém. Eu não sou influenciado por ninguém. […] É um posicionamento bem pessoal”, disse.
Ao explicar por que não pretende apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL), Cicinho diferenciou sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro da avaliação que faz sobre o filho dele. “Se fosse Bolsonaro, na verdade, eu iria refletir, pensar mais, pela aproximação que tive com ele. Mas existe uma dúvida, porque ele é um filho, uma segunda pessoa. Cada um tem seu CPF e pensa de uma forma”, declarou.
Em seguida, completou: “Eu acho que ele vai fazer pior. E, diante dessa dúvida, prefiro continuar com o governo Lula e votar no 13”. O ex-parlamentar também confirmou que prepara uma música em apoio ao petista e disse que, apesar das críticas recebidas nas redes sociais, decidiu tornar pública sua posição. “Uso também a camisa verde e amarela e voto no 13. Sou Lula e me declaro aqui para toda a Paraíba”, concluiu.




