A vereadora Eliza Virgínia (PP) avalia que a polarização entre direita e esquerda continuará marcando as eleições brasileiras nos próximos anos, incluindo as disputas de 2028 e 2030. A declaração foi feita durante o programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV.
“Eu creio que sim. Acho que veio para ficar. Vamos ser como os Estados Unidos, com republicanos e democratas por muito tempo”, afirmou, ao projetar a permanência da divisão política no país.
Na avaliação da parlamentar, a tendência é que os eleitores se identifiquem cada vez mais com campos ideológicos definidos, em vez de limitar suas posições políticas a opiniões pessoais. “As pessoas de direita têm que se identificar com a direita em tudo, não somente no pensamento e na ideologia, mas também no partido”, declarou.
Eliza defendeu que os grupos políticos assumam posições mais claras e mantenham coerência entre discurso ideológico e filiação partidária. “Politicamente, cada um no seu quadrado, defendendo aquilo em que acredita”, ressaltou.
Na oportunidade, a vereadora ainda afirmou que o conservadorismo continua forte na sociedade brasileira, apesar do avanço de pautas progressistas. “A população de João Pessoa é conservadora. Aliás, acho que o Brasil é conservador. Mais de 70% das pessoas não querem, por exemplo, a legalização do aborto”, declarou.
Eliza também destacou a influência da religião na formação cultural do país e disse que a população mantém valores tradicionais mesmo diante das mudanças sociais. “Não só a população da Paraíba, mas o Brasil é conservador. É um país católico, um país cristão. Mais de 90% somos cristãos”, afirmou.
Ao diferenciar conservadorismo e progressismo, Eliza citou temas como aborto, relações entre pessoas do mesmo sexo e educação, defendendo a preservação da família tradicional e dos conteúdos escolares tradicionais. “Não tem como essas coisas andarem juntas. É água e óleo”, concluiu.




