O prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), comentou nesta quarta-feira (8) sobre uma situação que ganhou repercussão na cidade: a presença de um servidor da prefeitura investigado em operação da Polícia Federal (PF) contra o tráfico de drogas.
Segundo o candidato, o servidor estava lotado na Secretaria de Cultura desde 2021 e recebia R$ 5,7 mil mensais nos três meses em que Edvaldo esteve à frente da administração interina. A exoneração ocorreu somente após a deflagração da operação da PF.
“Solicitamos os antecedentes criminais de todos os servidores e, naquele momento, ele não tinha nenhum antecedente. Nós não temos bola de cristal para saber se alguém tem ou não tem envolvimento. Tão logo foram constatados indícios de prováveis ligações, nós tomamos as medidas cabíveis, exoneramos o servidor e comunicamos às autoridades competentes. Se eu soubesse antes, teria adotado essas medidas anteriormente”, disse Edvaldo Neto durante entrevista ao programao Bom Dia Paraíba, da TV Cabo Branco/ TV Globo.
O candidato também comentou que apresentou todas as certidões negativas exigidas para assumir o cargo interino, destacando que não poderia prever o envolvimento do servidor com atividades criminosas.
A discussão sobre segurança pública em Cabedelo ganhou ainda mais relevância quando Edvaldo revelou que sua equipe de campanha foi procurada por membros de facções criminosas, interessados em garantir acesso a certas áreas da cidade. Segundo ele, a tentativa de contato foi rejeitada.
“Rechaçamos qualquer tipo de contato que tentasse interferir na nossa campanha. Não compactuamos com nenhum movimento desse tipo. A prioridade é garantir que a população possa participar do processo eleitoral de forma livre e segura”, afirmou o candidato.
As eleições suplementares em Cabedelo foram convocadas após a cassação dos mandatos do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP). Dois candidatos disputam o pleito: Edvaldo Neto, com Evilásio Cavalcante (Avante) como vice, e o deputado estadual Walber Virgolino (PL), com a pastora e ativista humanitária Morgana Macena (PL) como vice.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) estima que 53.320 eleitores estejam aptos a votar, distribuídos em 30 locais de votação e 165 seções. A campanha, mais curta do que em eleições regulares, segue um calendário reduzido que prevê o fim da propaganda eleitoral no rádio, na TV e em comícios até sábado (11), véspera da eleição.
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