O resultado da eleição presidencial também refletiu o movimento de eleitores de direita que decidiram votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o professor e cientista político Gonzaga Junior. Durante o programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, nesta segunda-feira (26), ele apontou o receio de uma nova experiência de governo Bolsonaro como um dos fatores que influenciaram a decisão.
“Eu vi várias pessoas nas redes sociais e até presenciei algumas rodas de conversa. Pessoas dizendo: ‘Olha, eu sou de direita, sempre fui de direita, nunca votei no PT, mas é necessário, neste momento, fazer esse voto, esse gesto’”, relatou Gonzaga Junior.
O cientista político afirmou que também encontrou eleitores que preferiram anular o voto, embora tenha destacado a redução dos votos brancos e nulos. Para ele, esse comportamento precisa ser considerado na análise do resultado eleitoral e da rejeição ao projeto político associado ao bolsonarismo.
Na avaliação do professor, Lula ampliou sua votação em aproximadamente 10 milhões de votos em relação ao primeiro turno. O crescimento superou, segundo ele, a soma das votações de adversários que ficaram fora da etapa final da disputa, como o exgovernador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
O senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ), por sua vez, também aumentou sua votação, em cerca de quatro milhões de votos, conforme a estimativa apresentada pelo analista. A movimentação dos eleitores entre os dois turnos ajuda a explicar a diferença final entre os candidatos e evidencia a importância dos votos conquistados além das bases tradicionais de cada grupo político.




