Jornalista Klauber Beserra faz o comentário durante o programa Senso Crítico da FGTV - Foto: Reprodução.

Durante o programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, nesta terça-feira (13), o jornalista Klauber Beserra questionou a atuação de instituições públicas e veículos de comunicação no cenário eleitoral brasileiro. Ao comentar a disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ele defendeu que a decisão do voto seja tomada pelo eleitor, sem pressões externas.

Klauber comparou o ambiente político a uma disputa esportiva e afirmou que as consequências de uma eleição vão muito além da rivalidade entre grupos. “Agora, tentar influenciar uma campanha presidencial para A ou para B, seja para Lula ou para Bolsonaro, tem consequências”, declarou. Para o jornalista, a atuação de instituições e meios de comunicação não deve interferir na liberdade de escolha da população.

O comentário ocorreu após decisões divergentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do petista. No domingo (11), o presidente da Corte, Nunes Marques, havia determinado a suspensão do canal até o fim do segundo turno, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Mais tarde, o corregedor eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, suspendeu os efeitos da decisão e encaminhou o caso para análise do plenário.

Ao defender que os eleitores avaliem os candidatos com base nas próprias convicções, Klauber também criticou o que considera tentativas de direcionar a opinião pública. “Se você for de direita, vote no seu candidato de direita pelas suas convicções, não pelo que ouviu falar. Se você é de esquerda, do campo progressista, e acredita no que o candidato está dizendo, vote no seu candidato pelo que você acredita”, afirmou. Ele também mencionou a influência externa sobre o debate político brasileiro.

Ao concluir, o jornalista voltou a questionar o envolvimento de instituições públicas e privadas na disputa eleitoral e relacionou o tema à preservação da democracia. “Agora, colocar instituições públicas e privadas a serviço de campanha A ou B, isso é um desserviço à democracia desse país”, disse. O caso do canal de Janones ampliou o debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral, a liberdade de expressão e o uso de plataformas digitais durante a campanha presidencial.

Assista o comentário no programa Senso Crítico da FGTV:

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