A eleição deste ano deixou uma marca curiosa no cenário político da Paraíba: pelo menos 21 ex-prefeitos que já comandaram municípios do Estado foram derrotados nas disputas realizadas no primeiro turno, em 4 de outubro. O levantamento foi feito pelo Portal Fonte83 e reúne nomes que concorreram a cargos no Executivo e no Legislativo.
Entre os casos de maior repercussão estão os de Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa, que disputou o Governo da Paraíba, e Nabor Wanderley (Republicanos), ex-prefeito de Patos, que tentou uma vaga no Senado Federal. A dimensão das disputas e a projeção política dos dois colocaram seus resultados entre os mais emblemáticos da eleição.
Também ficaram pelo caminho nomes que administraram as duas maiores cidades paraibanas. Romero Rodrigues, ex-prefeito de Campina Grande, não conseguiu garantir a permanência na Câmara dos Deputados, enquanto Luciano Cartaxo, que comandou João Pessoa, não obteve êxito na disputa pela Assembleia Legislativa. Os dois encerram, assim, um ciclo de mandatos conquistados após passagens pelas prefeituras.
A lista reúne ainda ex-gestores conhecidos em diferentes regiões do Estado, como José Aldemir Meireles, de Cajazeiras; Emerson Panta, de Santa Rita; Fábio Tyrone, de Sousa; André Gomes, de Boa Vista; além de André Gadelha; de Sousa, Tião Gomes; de Areia, Jacó Maciel; de Queimadas, Nilson Lacerda; de Conceição, ainda tem Airton Pires; de São João do Rio do Peixe, Eduardo Brito; de Mamanguape, Galego Souza; de São Bento, integrando a relação Bosco Carneiro; de Alagoa Grande, Doutor Romualdo; do Congo, Zezé; de Santa Luzia, Márcio Roberto; de São Bento, Nobinho Almeida; de Esperança e Marcos Eron; Monte Horebe.
O resultado deixa uma constatação que atravessa boa parte da política municipal: deixar o comando de uma prefeitura não significa, automaticamente, manter a mesma força eleitoral. O desempenho de cada candidato envolve fatores próprios, mas a perda da estrutura administrativa e da chamada “caneta” pode ter pesado em algumas disputas, um cenário que traduz, nas urnas, o velho ditado de que “rei morto, rei posto”.




