O coordenador estadual da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Paraíba, Charliton Machado, afirmou que a estratégia para o segundo turno será ampliar a votação do presidente no estado, que chegou a 61,31% na primeira etapa da eleição. A meta estabelecida pela campanha é alcançar 70% ou mais dos votos válidos. Em entrevista ao Portal Fonte83, ele classificou o objetivo como desafiador e explicou que a prioridade agora é unificar os aliados.
Em Brasília, onde participou de uma reunião com a coordenação nacional da campanha e representantes dos estados, Charliton afirmou que a orientação é concentrar forças e evitar agendas isoladas. “A principal orientação nacional é que a gente possa unificar todos os aliados de Lula nos estados. Não termos mais atividades divididas, mas atividades que somem”, declarou.
Segundo o coordenador, a articulação na Paraíba já começou a ser reorganizada após o primeiro turno. Ele citou como exemplo o encontro de Lula com o governador reeleito Lucas Ribeiro (PP), o senador eleito João Azevêdo (PSB) e o senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB). “Ontem foi um exemplo disso: o presidente reuniu numa mesma reunião o governador Lucas, o senador João e o senador Veneziano”, afirmou.
Charliton também anunciou uma plenária com partidos e lideranças que apoiam a reeleição de Lula. “Vamos fazer uma plenária na quarta-feira, amanhã, quando eu tiver voltando, à noite, no Sindicato dos Bancários, com todos os partidos, lideranças, senadores, governador… enfim, todas as pessoas que apoiam o projeto de reeleição do presidente Lula na Paraíba”, disse. A mobilização ocorre depois de Lula terminar o primeiro turno à frente em todos os 223 municípios paraibanos.
Na primeira votação, Lula recebeu 1.541.127 votos na Paraíba, o equivalente a 61,31%, contra 831.313 votos, ou 33,07%, do segundo colocado. A diferença foi de 28,24 pontos percentuais. Além do desempenho presidencial, a chapa majoritária apoiada por Lula elegeu Lucas Ribeiro para o Governo do Estado e João Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo para o Senado, enquanto a campanha agora busca ampliar a articulação política para o segundo turno.




