Pedro Coelho, consultor em estratégias eleitorais e o jornalista Klauber Beserra -Foto: Reprodução.

O professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), consultor em estratégias eleitorais e CEO do Grupo 6 Sigma, Pedro Cézar Coelho chamou atenção, nesta quarta-feira (7), para a forma como os resultados das pesquisas eleitorais são interpretados após o primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4). Durante o programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, ele explicou que percentuais divulgados não representam números absolutos.

Segundo Pedro Cézar, um candidato que aparece com 43% em uma pesquisa, por exemplo, pode estar dentro de uma faixa estatística mais ampla. “Quando se divulga que um candidato tem 43%, na verdade ele não tem 43%. Ele tem ali uma faixa que, na maioria das pesquisas, vai variar de 40% a 46%”, explicou.

O professor também destacou o peso dos eleitores que ainda não definiram o voto, especialmente na reta final da disputa. “Tem uma massa ali nas pesquisas que fica entre 5% e 7%, depende muito do município, de indecisos. Então esse percentual vai migrar. Quando migra, pode ser que migre mais para você ou para o outro candidato”, afirmou.

Pedro Cézar diferenciou ainda o comportamento estatístico natural de uma pesquisa de possíveis problemas na metodologia utilizada pelos institutos. Para ele, amostras, custos de campo e formas de abordagem podem produzir resultados com vieses. “Às vezes a própria forma de pesquisar vai dar viés, direcionamento, porque o cara economizou muito para fazer a pesquisa”, disse.

Ao comentar experiências do mercado, o professor afirmou que pesquisas também podem ser usadas para produzir efeitos políticos, sobretudo entre grupos que acompanham mais de perto a disputa. “Não faz diferença no público geral. Mas eu percebi que faz diferença, e talvez seja esse o objetivo, na classe política. Você pode atrair determinados apoios, mudanças”, declarou.

Assista a entrevista de Pedro Cézar ao programa Senso Crítico da FGTV:

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