O ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), reafirmou nesta quarta-feira (27) apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e indicou simpatia pelo nome do deputado estadual André Gadelha (MDB) para a segunda vaga ao Senado na chapa de oposição para 2026.

Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, Cícero afirmou que sua decisão sobre o segundo voto para senador será alinhada diretamente com o posicionamento do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB). “Uma coisa tenha certa: a decisão minha será igual à que Léo tomar”, declarou.

Ao comentar o cenário político estadual, Cícero também endossou críticas feitas pelo deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) contra setores ligados ao grupo governista, acusando aliados do atual governo estadual de “cooptarem” lideranças políticas que antes integravam sua base.

“Parte dessa oposição, ou total oposição, foram pessoas cooptadas pelo governo, que estão fazendo oposição a Léo. Os vereadores que saíram da minha base saíram em qual governo? Foram cooptados de que forma? Claro que não foi pelos olhos bonitos”, afirmou.

Questionado sobre um possível apoio ao governador João Azevêdo (PSB) para o Senado, Cícero sinalizou distanciamento político e reforçou críticas ao grupo governista. “Pessoas aliadas dele estão continuando nisso aí. Talvez não mais a serviço de João, mas a serviço do herdeiro do governo de João”, disse.

Ao ser perguntado sobre possíveis nomes para a segunda vaga ao Senado, Cícero confirmou que tem mantido diálogo com André Gadelha e ressaltou que o partido trabalha para fortalecer a chapa composta por Veneziano Vital do Rêgo e André. “Tenho conversado com André Gadelha, que é candidato pelo nosso partido. Temos conversado com as nossas lideranças para que isso possa ocorrer”, afirmou.

Sobre o deputado federal Nabor Wanderley (Republicanos), Cícero afirmou que não possui veto ao nome do parlamentar, mas revelou que não houve procura direta para construção de apoio político. “Nabor especificamente não nos procurou. Não tenho veto”, declarou.

O pré-candidato ao Governo também saiu em defesa do crescimento político de André Gadelha e contestou avaliações de que o nome do emedebista ainda teria pouca força eleitoral. “Eu não acho isso não. Olhe as pesquisas, ele está com muito menos tempo e já encostando”, afirmou.

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