A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (21), que o petista não se opõe às condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico. A declaração foi feita por Camilo Santana, um dos coordenadores da campanha à reeleição, após o senador apresentar uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs. Presidente não tem nada a se opor a que ele colocou condicionantes”, afirmou Camilo. Segundo o coordenador, a campanha de Lula pretende protocolar uma resposta no TSE nesta quinta-feira (22), às 11h, prazo indicado para a manifestação do senador.
Na terça-feira (20), Flávio declarou aceitar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que Lula também aceite condições adicionais. Entre as exigências estão informações sobre familiares, assessores e empresas relacionadas ao presidente, incluindo negócios do filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de dados sobre o Instituto Lula, registros de visitantes do Palácio do Planalto e encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A iniciativa de Flávio foi apresentada após Lula protocolar, na segunda-feira (19), um documento autorizando a abertura de seus sigilos e os de familiares referentes aos últimos oito anos, sob a condição de reciprocidade. A defesa do senador classificou a proposta como uma “promessa vazia” e pediu que o TSE intime o presidente a se posicionar sobre as novas exigências. Até o momento, as manifestações representam propostas das campanhas, sem que isso signifique que o tribunal tenha determinado a quebra dos sigilos.




