Deputado estadual Walber Virgolino (PL), durante entrevista à imprensa na ALPB - Foto: Dayana Lucas.

O deputado estadual Walber Virgolino (PL) afirmou nesta terça-feira (12) que o envio de tropas federais para atuar durante as eleições não será suficiente para conter o avanço do crime organizado em municípios paraibanos. As declarações foram dadas à imprensa após sessão na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

O parlamentar comentou os pedidos encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para reforço federal em cidades onde magistrados apontaram crescimento da criminalidade, atuação de facções e aumento da tensão política.

Segundo Walber, o problema exige uma atuação permanente das forças de segurança e medidas estruturais de enfrentamento às organizações criminosas. “Tropa federal em dia de eleição não serve de nada. O que precisa existir é um plano concreto de segurança pública”, afirmou.

O deputado defendeu ações voltadas à identificação de lideranças criminosas, ao combate à comunicação de faccionados dentro dos presídios e à retirada de integrantes de organizações criminosas das ruas. “Não adianta colocar tornozeleira em faccionado. O caso de Fatoca mostrou isso. Precisamos de uma atuação efetiva para combater essas organizações”, declarou.

As falas acontecem no momento em que o TRE-PB começou a analisar oficialmente pedidos de envio de tropas federais para as eleições em municípios paraibanos. Até agora, três zonas eleitorais manifestaram preocupação formal com a segurança do pleito: Bayeux, Itabaiana e Piancó.

O presidente do TRE-PB, Márcio Murilo da Cunha Ramos, deverá encaminhar os pedidos ao Governo da Paraíba para avaliação das condições operacionais das forças estaduais de segurança. Segundo o juiz auxiliar da Presidência do TRE-PB, Rodrigo Marques, a solicitação de tropas federais depende de uma análise técnica e jurídica baseada em fatos concretos apresentados pelos juízes eleitorais.

O TRE-PB informou ainda que mantém articulação permanente com a Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público Eleitoral para monitoramento preventivo de possíveis crimes eleitorais e situações de risco durante o processo eleitoral.

As discussões sobre segurança ganharam ainda mais repercussão após investigações da Polícia Federal apontarem o avanço de facções criminosas em municípios paraibanos, especialmente em Cabedelo, onde operações policiais identificaram suposta infiltração do crime organizado em setores da administração pública.

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