O advogado e pré-candidato ao Senado Rui Galdino reagiu nesta segunda-feira (27) após a convenção estadual do PSD na Paraíba e fez duras críticas ao ambiente interno da legenda. Após o evento, ele afirmou que teria ocorrido pressão sobre convencionais do partido para impedir apoio ao seu nome e disse que pretende recorrer às instâncias superiores da sigla e, se necessário, à Justiça Eleitoral.
Segundo Rui, o presidente estadual do PSD e ex-deputado federal, Pedro Cunha Lima, teria atuado junto ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para pressionar integrantes do partido durante o processo de definição das candidaturas. O advogado afirmou que alguns filiados estariam constrangidos em manifestar apoio à sua pré-candidatura ao Senado Federal. “O presidente Pedro, com o senador Veneziano, que é de outro partido, já pressionou os convencionais. Eu tenho três amigos meus aqui constrangidos, que querem votar em mim e não votar por causa da pressão. A pressão é muito grande em cima deles e eu vou aguardar os acontecimentos”, declarou Rui Galdino durante entrevista à imprensa.
Durante a entrevista, o pré-candidato também criticou o clima da convenção e comparou o evento a um velório, citando a ausência de manifestações públicas de lideranças partidárias. “É verdade que está tudo aí, um silêncio. Até parece que aqui hoje uma convenção está parecendo mais um velório. Você pode observar, é um silêncio total e a gente não está numa convenção”, afirmou.
Rui questionou a condução do encontro de uma das maiores legendas do país e disse que esperava maior participação dos dirigentes e candidatos. “Como é que se faz uma convenção do tamanho do PSD, um dos maiores partidos do Estado, um dos maiores partidos do país, que tem um candidato a presidente da República, onde os seus dirigentes e seus candidatos não se manifestam? Eu pensei, quando cheguei aqui, que estava entrando num velório e não numa convenção”, disse.
Ao final da declaração, Rui Galdino afirmou que pretende buscar medidas dentro do partido e, caso necessário, acionar a Justiça Eleitoral. “Está toda a imprensa paraibana de testemunha vendo tudo isso. O que estão fazendo comigo é uma traição, é uma covardia e isso não vai ficar assim. Vamos às instâncias superiores do partido e também, se for preciso, ao Poder Judiciário Eleitoral”, concluiu.



