Bruno Farias, secretário de Desenvolvimento Econômico de João Pessoa.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de João Pessoa, Bruno Farias, rebateu nesta quarta-feira (29) as declarações do secretário de Estado de Desenvolvimento e Articulação Municipal, George Coelho, que havia criticado o pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), após o emedebista afirmar que existem lideranças políticas que tratam apoio eleitoral como mercadoria. Em entrevista ao Portal Fonte83, Bruno classificou como “descabido” o pedido para que Cícero se retratasse e saiu em defesa da postura adotada pelo aliado durante a pré-campanha.

Ao responder às críticas, Bruno Farias afirmou que o pedido de desculpas não faz sentido e sustentou que a negociação de apoios faz parte da realidade política. “Eu acho descabido o pedido de George. Eu, particularmente, nunca vi um padre pedir desculpas a um pecador depois de ele passar um sermão em razão de uma confissão. Eu nunca vi policial pedir desculpas por prender um criminoso. Infelizmente, nós sabemos que, na política da Paraíba, muitos apoios, assim como enfatizou Cícero Lucena, são negociados. Cícero vem da escola de Ronaldo Cunha Lima, em que a vocação política não é um negócio, mas um sacerdócio. É esse ensinamento que vamos defender durante toda a campanha, combatendo qualquer tentativa de transformar a eleição em um balcão de negócios”, afirmou.

Bruno também disse acreditar que a decisão do eleitor está acima das articulações políticas e elogiou a receptividade à pré-campanha da chapa formada por Cícero Lucena e o empresário Diogo Cunha Lima (PSD). “Ninguém controla a vontade do povo. Podem estabelecer as negociatas que forem, mas a escolha do povo é livre. É confiando nisso que Cícero e Diogo percorrem todas as regiões da Paraíba apresentando um projeto de desenvolvimento para o Estado. Onde Cícero chega, há uma conexão direta com as pessoas. Vejo uma receptividade calorosa e acredito que os paraibanos desejam uma mudança baseada na experiência, na juventude e em um novo ciclo de desenvolvimento para a Paraíba”, concluiu.

A declaração ocorre após George Coelho, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, afirmar que Cícero havia colocado em dúvida a conduta de prefeitos e lideranças políticas ao mencionar a suposta compra de apoios. O secretário estadual considerou a fala “infeliz”, negou qualquer prática de negociação por parte da base governista e defendeu que o pré-candidato do MDB fizesse um pedido público de desculpas. A polêmica teve início depois que Cícero declarou que a eleição de 4 de outubro será decidida pelo eleitor e criticou quem transforma o voto e o apoio político em moeda de troca.

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