O senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), comentou nesta quarta-feira (3) o posicionamento adotado pela maior parte do grupo político liderado pela família Cunha Lima, que decidiu apoiar a pré-candidatura do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), na disputa pelo Governo do Estado.
Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, Efraim afirmou que mantém uma boa relação com integrantes da família, apesar de discordar da decisão política tomada por lideranças como Romero Rodrigues (Podemos), Pedro Cunha Lima (PSD), Diogo Cunha Lima e Tovar Correia Lima (MDB), que se aproximaram do projeto liderado por Cícero.
Ao ser questionado sobre a relação com o grupo político após o movimento de apoio ao adversário, o senador destacou que os laços pessoais permanecem preservados. “Minha relação com Pedro tem sido boa, com Cássio tem sido boa. São decisões da política. Acredito que eles tomaram a decisão equivocada, mas cada um segue seu rumo, cada um segue seu destino. Ninguém vai se intrigar por conta disso”, declarou.
Efraim também revelou um gesto recente de amizade do ex-senador Cássio Cunha Lima, afirmando que recebeu um presente de aniversário enviado por ele. “Ganhei presente de aniversário de Cássio. Fez questão de me mandar um foguete de artesanato que encontrou em São Paulo. Disse que era a minha cara”, relatou.
Apesar da divergência eleitoral, o pré-candidato afirmou que segue concentrado na construção de sua candidatura ao lado de aliados que permaneceram em seu projeto político, citando especialmente o ex-candidato ao Governo do Estado, Bruno Roberto, e lideranças de Campina Grande. “Eu sigo meu caminho ao lado de Bruno e de boa parte desse grupo político de Campina Grande que está ao nosso lado”, afirmou.
Mesmo reconhecendo o distanciamento político neste momento, Efraim sinalizou que não descarta uma reaproximação futura. Segundo ele, caso a disputa chegue ao segundo turno, os integrantes da família Cunha Lima encontrarão espaço aberto para diálogo. “Quem sabe eu vou estar de portas abertas para esperar Cássio e Pedro no segundo turno”, concluiu.
As declarações acontecem em meio às movimentações da pré-campanha para o Governo da Paraíba, que têm provocado rearranjos políticos e dividido antigos aliados em diferentes projetos eleitorais para a sucessão estadual.
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