Edvaldo Neto, prefeito eleito de Cabedelo em eleição suplementar e atualmente afastado do cargo, afirmou nesta quinta-feira (17), durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, que discorda das acusações apresentadas pelo Ministério Público da Paraíba durante o julgamento que analisa seu possível retorno à Prefeitura. Ele contestou a afirmação de que teria contribuído para a instalação de um “narcoestado” no município.
“Eu discordo com veemência. Nós estamos rebatendo isso com muita clareza, porque não há sequer um único ato meu praticado no que diz respeito aos fatos que estão sendo analisados”, afirmou Edvaldo. O prefeito eleito também negou qualquer participação com organização criminosa e disse respeitar as instituições e o direito ao contraditório.
“Não há absolutamente nada que comprove minha participação com qualquer organização criminosa ou que haja qualquer ato de governo meu”, declarou. Edvaldo lembrou ainda que esteve à frente da Prefeitura de forma interina por cerca de 90 dias, após a cassação do prefeito eleito em 2024, e afirmou que não haveria lógica em atribuir a ele uma suposta tentativa de instalação de atividades criminosas na administração.
Edvaldo foi eleito na eleição suplementar de Cabedelo, em abril, com 61,21% dos votos válidos, mas foi afastado poucos dias depois no contexto da Operação Cítrico, que investiga suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro. O julgamento sobre seu eventual retorno foi novamente adiado nesta quarta-feira (16) após pedido de vista do desembargador Aluízio Bezerra.



