O deputado estadual Eduardo Carneiro comentou, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5 sobre a possibilidade de disputar a presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) na próxima legislatura e afirmou que qualquer debate sobre a sucessão da Casa ainda é precipitado.
Sem confirmar candidatura, Eduardo destacou que a eleição interna depende diretamente da composição dos 36 deputados estaduais que serão eleitos em 2026.
“Eu não tenho nem como discutir eleição de presidência da Assembleia porque eu não sei quem serão os eleitores. Os eleitores que eu estou dizendo são os 36 deputados”, afirmou.
O parlamentar defendeu cautela nas articulações e criticou a antecipação de disputas políticas.
“Eu não antecipo disputa. As pessoas às vezes ficam afobadas, açodadas nesse momento”, disse.
Durante a entrevista, Eduardo comparou o cenário da ALPB ao crescimento recente de Lucas Ribeiro nas pesquisas para o Governo da Paraíba, afirmando que a política muda rapidamente.
“Lucas tinha 6% em setembro e hoje já passa dos 30%. Pesquisa é retrato do momento”, destacou.
Segundo o deputado, a formação da próxima Assembleia ainda deve sofrer grandes mudanças, principalmente com a chegada de novos nomes e renovação política.
“Tem nomes que vêm numa crescente, nomes que vão chegar agora na reta final. Não tem como dizer hoje quem serão os 36 deputados eleitos”, pontuou.
Eduardo também relembrou a própria trajetória eleitoral para defender que o cenário pode mudar até as convenções.
“Em 2018, lancei minha pré-candidatura em junho e venci a eleição. Foi uma construção”, afirmou.
Ao comentar o futuro da ALPB, o parlamentar disse defender renovação dentro da Casa Legislativa.
“Eu defendo essa renovação. A renovação na política é muito importante, oxigenar o plenário, trazer novos nomes e novos deputados”, completou.
Apesar de evitar assumir publicamente uma candidatura à presidência da Assembleia, Eduardo Carneiro deixou claro que acompanha o cenário político e reconhece a importância estratégica do comando da Casa para a governabilidade do próximo governador.



