Ex-banqueiro diz ter jantado com Hugo Motta na residência oficial da Câmara após eleição e mensagens aparecem em investigação.

O deputado federal Rodrigo Rollemberg voltou a criticar publicamente o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, acusando o parlamentar paraibano de impedir o avanço da Comissão Parlamentar de Inquérito que pretende investigar suspeitas envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

As novas críticas surgem após Rollemberg recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar obrigar a Câmara a instalar a CPI. No pedido encaminhado à Corte, o deputado afirma que Motta tem adiado a abertura da comissão “sem justificativa”, mesmo depois de o requerimento ter sido protocolado há mais de 30 dias.

Segundo o parlamentar, até agora não houve qualquer providência por parte da presidência da Câmara para dar andamento ao pedido de investigação.

“Até a presente data, passados mais de 30 dias do protocolo do requerimento de CPI e da apresentação da questão de ordem, não houve qualquer andamento ou adoção de medida por parte da Presidência da Câmara dos Deputados no sentido de providenciar a instalação da CPI”, afirmou Rollemberg no documento enviado ao STF.

O deputado argumenta que os fatos envolvendo as operações entre o Banco Master e o BRB são graves e precisam ser investigados pelo Congresso Nacional. Para ele, a demora na instalação da comissão acaba impedindo que o Parlamento exerça sua função de fiscalização.

“O presidente da Câmara está impedindo que o parlamento desempenhe um de seus mais relevantes papéis, que é investigar e fiscalizar a atuação de entes públicos e privados, especialmente em casos de grave suspeita de fraudes financeiras com impacto sistêmico”, declarou.

A CPI proposta pretende apurar possíveis irregularidades na relação financeira entre as instituições bancárias, um caso que vem gerando repercussão política e econômica em Brasília.

Agora, caberá ao Supremo decidir se a Câmara deverá avançar ou não com a instalação da comissão de investigação.

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