Prefeito Cícero Lucena (MDB), durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa.

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), se manifestou nesta quarta-feira (14) sobre o movimento de paralisação da construção civil que atinge a capital paraibana e alertou para os impactos econômicos e sociais que podem ser provocados pela suspensão de obras em andamento.

Em entrevista, Cícero afirmou que esperava que a crise não tivesse chegado a esse ponto, mesmo após o acordo firmado entre o Ministério Público e construtoras no município de Cabedelo. “Na verdade eu esperava que isso não acontecesse”, declarou.

Segundo o prefeito, a Prefeitura de João Pessoa tem buscado diálogo com o Judiciário para garantir a retomada das obras enquanto a discussão técnica e jurídica sobre o gabarito dos prédios é conduzida. “O nosso acordo é o que a gente está propondo, levando ao relator, pedindo que, obviamente, durante o recesso da Justiça, a gente possa liberar as obras e discutir a questão de altura de um metro a mais, um metro a menos no escalonamento”, explicou.

Cícero ressaltou que o debate não envolve a faixa mais sensível da orla, mas sim áreas localizadas a até 500 metros do litoral. “Não é na frente das quadras do litoral. Nos 500 metros está tendo diferença de um metro, de meio metro. Isso a gente pode discutir e talvez voltar exatamente ao decreto, ao projeto que a Prefeitura tinha encaminhado para a Câmara e que foi alterado na Câmara Municipal”, afirmou.

O prefeito demonstrou preocupação com os reflexos da paralisação para a economia da cidade, especialmente para os trabalhadores do setor. “Nós estamos mexendo em algo que pode atrapalhar a cidade de João Pessoa. Enquanto aqueles que torcem para dar errado estão comemorando, estão esquecendo que ali tem pais de família que precisam de sustento, que precisam de emprego”, disse.

Ele também citou a insegurança jurídica enfrentada por quem comprou imóveis ou investiu no setor. “Tem pessoas que compraram, que precisam de segurança jurídica”, destacou.

Cícero afirmou ainda que confia em uma solução negociada entre Prefeitura, Ministério Público e Justiça para evitar prejuízos maiores. “Tenho certeza absoluta que, junto com o Ministério Público e com a Justiça, nós vamos encontrar o caminho de respeitar o direito, mas também de resolver o mais rápido possível para que a indústria da construção civil, que é o setor que mais emprega na cidade de João Pessoa, não leve a demissões em massa.”

Por fim, o prefeito fez um apelo por responsabilidade. “É muita responsabilidade esse assunto. Eu espero que todos aqueles que possam colaborar, colaborem para o bem e não comemorem o desastre da cidade de João Pessoa.”

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