Duas servidoras da Prefeitura de Santa Rita registraram um boletim de ocorrência na 14ª Delegacia Distrital de Santa Rita após relatarem terem sido alvo de agressões verbais por parte do presidente da Câmara Municipal, Epitácio Viturino, durante um evento institucional realizado na manhã desta quinta-feira (12).
Segundo as servidoras, elas estavam trabalhando normalmente em uma ação promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social do município quando foram abordadas de forma agressiva pelo parlamentar.
Uma das funcionárias afirmou que a equipe apenas cumpria suas atividades dentro do programa realizado no local.
“E aqui não tem Prefeitura Municipal e Câmara Municipal. Nós trabalhamos em prol do povo, em prol da população”, disse.
De acordo com a advogada que acompanha o caso, as servidoras foram abordadas de forma hostil enquanto executavam suas funções, o que teria provocado constrangimento público.
“As meninas estavam cumprindo um programa da assistência social, quando foram abordadas de forma agressiva e desrespeitosa pelo presidente da Câmara. Elas foram gritadas, expostas a constrangimento no ambiente de trabalho em razão do exercício de suas funções”, afirmou.
Ainda segundo a defesa, além do registro do boletim de ocorrência, também deverá ser apresentada uma representação na Câmara Municipal.
“Todas as medidas legais serão tomadas e provavelmente também entraremos com uma representação na Câmara por possível quebra de decoro parlamentar”, declarou a advogada.
O episódio ocorreu durante um evento da Prefeitura voltado ao atendimento da população por meio de um programa social da Secretaria de Desenvolvimento Social.
Segundo relatos apresentados no boletim de ocorrência, o vereador teria questionado, em tom exaltado, a suposta falta de água para a população presente no evento. As servidoras afirmam que a situação já estava resolvida e que havia água disponível no local.
Ainda conforme o registro policial, a abordagem teria sido feita em público e aos gritos, o que causou tumulto e constrangimento entre os trabalhadores e participantes do evento.
As servidoras afirmam que tentaram dialogar e explicar a situação, mas o parlamentar teria continuado a questionar o atendimento de forma exaltada.
O caso agora deverá ser analisado pela Polícia Civil, enquanto as servidoras avaliam possíveis medidas judiciais e administrativas.
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