A sessão desta terça-feira (18) na Câmara Municipal de João Pessoa foi marcada por tensão e divergências após um grupo de vereadores tentar discutir a denúncia de um aluno autista de 12 anos, que afirma ter sido vítima de abuso sexual dentro do banheiro de uma escola da rede municipal.
O vereador João Almeida (PDT) se posicionou contra o debate imediato do caso no plenário. Segundo ele, a denúncia estaria sendo levada “de forma antecipada” à Casa e utilizada para fazer “politicagem”, o que classificou como uma irresponsabilidade. O parlamentar afirmou ainda tratar-se de uma “situação delicada” e disse que, naquele momento, “não há laudo ou registro” que confirmasse o ocorrido informação que não corresponde ao avanço da investigação oficial.
Um laudo solicitado pela Polícia Civil confirmou que houve estupro. O caso segue em apuração, com funcionários da escola e familiares dos adolescentes envolvidos sendo ouvidos pelos investigadores.
A vereadora Jailma Carvalho (PSB) reagiu à postura da secretária de Educação de João Pessoa, América de Castro, que afirmou receber “com muita tranquilidade” a denúncia. Jailma classificou a fala como “desrespeitosa” e incompatível com a gravidade do caso.
“O que vai ser debatido aqui não é o ato em si, mas a fala da secretária. Não é postura aceitável dizer que recebe com tranquilidade um caso de abuso sexual com possível indício de ter ocorrido na escola”, criticou.
Em discurso no plenário, Jailma pediu respeito à família e à criança envolvida. “Por favor, isso aqui não é um debate político. É um debate sério, e as famílias merecem respeito. Podem tentar silenciar uma mãe e descredibilizar o testemunho de uma criança”, afirmou.
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