Os trabalhos legislativos da Câmara Municipal de Campina Grande seguem sem previsão de retomada em 2026, sob a justificativa de obras no prédio da Casa de Félix Araújo. Na prática, o Legislativo permanece de portas fechadas desde o ano passado, deixando a cidade sem sessões ordinárias e sem a fiscalização direta do Executivo, justamente em um momento de agravamento de problemas em áreas essenciais.
A Mesa Diretora atribui o adiamento à manutenção urgente das instalações, alegando que sessões extraordinárias até o fim de dezembro e entraves do processo licitatório impediram a conclusão das obras durante o recesso. Com isso, o prédio foi totalmente interditado, gabinetes fechados e atividades transferidas para regime remoto, sem qualquer data definida para reabertura.
Enquanto isso, Campina Grande enfrenta crise na saúde pública, reclamações sobre falta de atendimento, além de problemas em outros setores da administração municipal. Mesmo assim, os vereadores seguem afastados do plenário, sem debates públicos, votações ou cobranças presenciais ao Executivo, o que levanta críticas sobre a ausência do papel fiscalizador do Legislativo.
A reportagem procurou a assessoria da Câmara Municipal para esclarecer quando os trabalhos serão retomados e quais medidas estão sendo adotadas para garantir a atuação parlamentar, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta. A indefinição aumenta a pressão popular e reforça questionamentos sobre quem fiscaliza a gestão enquanto a Câmara segue fechada.