A Câmara dos Deputados aprovou, na sessão desta terça-feira (3), o projeto de lei que institui o Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSPB). O texto segue agora para análise do Senado Federal; se receber aval dos senadores, será enviado para sanção do Governo Federal. Somente após essas etapas a nova autarquia de ensino poderá, de fato, começar a funcionar.
A proposta estabelece que a sede administrativa do IFSPB ficará em Patos, no Alto Sertão. Para compor a estrutura inicial, serão incorporados seis campi hoje vinculados ao Instituto Federal da Paraíba (IFPB): Patos, Sousa, Cajazeiras, Princesa Isabel, Itaporanga e Catolé do Rocha. A medida pretende ampliar a oferta de cursos técnicos e tecnológicos gratuitos em regiões do interior, onde a demanda por qualificação profissional costuma ser elevada.
Durante a votação no plenário, a Mesa Diretora foi comandada pelo deputado paraibano Hugo Motta, que conduziu os trabalhos ao longo da sessão. O parlamentar destacou que a aprovação representa um passo importante para fortalecer a rede de educação profissional no estado. Ainda assim, a implantação definitiva depende da tramitação no Senado e da sanção presidencial.
O texto aprovado mantém parâmetros adotados em processos recentes de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Entre os objetivos listados estão a interiorização do ensino, a promoção de pesquisas voltadas ao desenvolvimento regional e a oferta de programas de extensão que dialoguem com as demandas econômicas do Sertão.
Com a criação do novo instituto, a expectativa é que alunos dos seis municípios contemplados tenham acesso facilitado a formações técnicas, graduações tecnológicas e cursos de pós-graduação. A chegada do IFSPB também pode atrair investimentos públicos e privados, já que instituições de ensino federais costumam gerar empregos diretos, movimentar o comércio local e estimular parcerias com empresas.
Para entrar em operação, o futuro instituto necessitará de orçamento próprio, definição de reitor e aprovação de organograma. Todos esses detalhes serão regulamentados por atos posteriores, caso o projeto passe pelas últimas etapas legislativas. Até lá, as unidades continuarão sob administração do IFPB.
Nos bastidores, a expectativa é de que a matéria avance no Senado ainda neste semestre. Se confirmada a votação, o texto segue para o Executivo, onde pode receber veto total, veto parcial ou sanção integral. A tramitação, portanto, está na reta final, mas o desfecho depende da articulação política em Brasília.

Enquanto isso, comunidades acadêmicas dos campi envolvidos acompanham o processo de perto. Estudantes e servidores aguardam a definição para saber se o calendário letivo de 2025 já poderá ser planejado dentro da nova estrutura administrativa.
O projeto aprovado nesta terça-feira integra um conjunto de iniciativas destinadas a expandir o acesso ao ensino técnico e tecnológico em todo o país. Caso seja sancionado, o Instituto Federal do Sertão Paraibano se tornará a segunda instituição desse porte no estado, concentrando esforços em áreas estratégicas para o desenvolvimento socioeconômico do semiárido.
Agora, todas as atenções se voltam para o Senado, onde a proposta pode ser confirmada ou sofrer alterações. O futuro do IFSPB, portanto, permanece em aberto até que o rito legislativo seja concluído.
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