O deputado federal e líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto, afirmou durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, nesta sexta-feira (10), que a possível taxação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros é consequência da postura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar também defendeu que o senador Flávio Bolsonaro atuou para tentar reduzir as tarifas e negou que exista qualquer tentativa de intervenção americana no Brasil.
“Se os Estados Unidos taxarem o Brasil, eu sou contra a taxação, porque quem vai pagar é o brasileiro. Eu tenho essa posição desde o início. Agora, é preciso entender o que está acontecendo. O presidente Flávio foi aos Estados Unidos tentar tirar essas tarifas do Brasil, porque Lula quer as tarifas. Se tiver tarifa, ele vai usar aquele discurso de soberania, mas quem sofre é o povo brasileiro.”
Durante a entrevista, Cabo Gilberto rebateu a narrativa de que a aproximação da família Bolsonaro com o governo de Donald Trump teria provocado o chamado “tarifaço”. Segundo ele, medidas semelhantes foram adotadas pelos Estados Unidos contra outros países e não teriam relação com uma articulação política de brasileiros.
“Donald Trump taxou vários países até hoje. É culpa de Flávio? É culpa da gente? Isso é uma narrativa que tentam criar. O presidente Flávio foi lá para tentar resolver um problema que prejudica o Brasil. Eu posso ter todos os defeitos, mas uma coisa eu tenho: coerência. O mínimo que um político precisa ter é coerência.”
O deputado também criticou declarações de integrantes do governo Lula sobre uma possível intervenção americana no Brasil e classificou a ideia como uma tentativa de criar uma narrativa política. Para Cabo Gilberto, a discussão sobre soberania estaria sendo usada pelo governo para transferir responsabilidades.
“Essa história de intervenção americana é querer enganar o povo. Isso é apelar demais para uma narrativa. O governo quer colocar essa questão da soberania para jogar na nossa conta um problema que acontece no mundo todo. A taxação aconteceu por conta das decisões do governo Lula, na minha visão, e não por causa de Flávio Bolsonaro ou de qualquer outra pessoa.”




