O deputado federal e líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL), anunciou nesta sexta-feira (27) que cancelou compromissos na Paraíba para viajar a Brasília e participar da votação do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a decisão foi motivada pela importância da votação e fez críticas ao Supremo Tribunal Federal.
“Infelizmente, tenho que ir para Brasília nessa sexta-feira, cancelando toda a nossa agenda aqui na Paraíba, por conta da CPMI do roubo dos aposentados, onde a Suprema Corte, mais uma vez, de forma equivocada, enterra a investigação da CPMI dos aposentados que explodiu nos governos petistas, em especial no Lula 3. Estamos indo para Brasília para votação final do relatório da CPMI”, declarou.
O relator da CPMI, Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou nesta sexta-feira o parecer final, recomendando o indiciamento de 216 pessoas.
Entre os nomes citados está Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A defesa nega qualquer envolvimento em irregularidades.
Embora não seja formalmente investigado pela Polícia Federal, o nome de Lulinha apareceu em operações de busca e apreensão realizadas em dezembro de 2025. O relatório menciona indícios de proximidade com empresários ligados ao esquema, incluindo supostas vantagens como viagens e repasses financeiros.
O relator recomenda o indiciamento por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e participação em corrupção passiva.
Próximos passos
Apesar das recomendações, a CPMI não tem poder de condenação. O relatório será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá analisar o material e decidir sobre possíveis medidas judiciais.
A votação do parecer marca a etapa final dos trabalhos da comissão, que investigou possíveis irregularidades envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).