Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, nesta terça-feira (10), o presidente do Sintab, Giovanni Freire, denunciou que servidores da Saúde de Campina Grande continuam com salários atrasados, situação que, segundo ele, se arrasta desde o ano passado e levou a categoria a decretar greve por tempo indeterminado.
De acordo com Giovanni, os profissionais vivem um cenário de completa insegurança financeira por não haver um calendário oficial de pagamento. “Desde o ano passado, os trabalhadores da saúde de Campina Grande vivem um verdadeiro calvário para receber seus salários. Não existe previsibilidade, não existe calendário, e isso impede qualquer planejamento”, afirmou.
O sindicalista relatou que, em janeiro, a Prefeitura divulgou um comunicado à imprensa informando que os salários de efetivos, contratados e comissionados seriam pagos no dia 30, o que não ocorreu. “Hoje já é dia 10 de fevereiro e os profissionais da saúde ainda não receberam. Isso é recorrente, não é um caso isolado”, denunciou.
Giovanni também lembrou que o 13º salário, que deveria ter sido quitado até o dia 20 de dezembro, só foi pago após paralisações e mobilizações da categoria. “Tivemos que parar as atividades para receber no dia 30 de dezembro. É sempre assim: só pagando depois de pressão”, disse.
Segundo ele, a greve segue uma deliberação de assembleia que prevê paralisação sempre que a gestão descumprir o prazo legal de pagamento, que é até o quinto dia útil. “Ultrapassou o quinto dia útil, a categoria paralisa. Isso infelizmente causa prejuízo à população, mas a responsabilidade é exclusivamente da gestão municipal”, declarou.
Giovanni ressaltou ainda que o problema atinge apenas a Secretaria de Saúde, o que aumenta a revolta dos trabalhadores. “As outras secretarias estão recebendo dentro do mês trabalhado. Só a Saúde vive essa situação, e a prefeitura não solta nenhuma nota informando quando vai pagar”, criticou.
O presidente do Sintab alertou para o impacto psicológico nos profissionais. “Os trabalhadores estão adoecendo. Não sabem quando vão receber, têm contas, compromissos, credores. É uma insegurança financeira permanente”, afirmou.
Na tentativa de pressionar a gestão, os servidores foram às ruas de forma simbólica. “Ontem fizemos um bloco carnavalesco chamado ‘Pague Meu Dinheiro, Prefeito’. Estivemos nas ruas e na Secretaria de Finanças, e mesmo assim não houve resposta”, relatou.
A greve segue por tempo indeterminado, com novas mobilizações previstas caso o pagamento não seja efetuado. Giovanni também criticou a ausência do Legislativo municipal. “Quando procuramos os vereadores, a Câmara está em recesso. Quem deveria fiscalizar e estar ao lado dos trabalhadores não está presente”, concluiu.




