Dez partidos que integram o bloco responsável pela eleição do deputado federal Hugo Motta (Republicanos) à presidência da Câmara dos Deputados manifestaram, nesta quarta-feira (14), apoio à continuidade da aliança e à reeleição do parlamentar para o comando da Casa. Em nota conjunta, as legendas afirmaram que Motta terá respaldo para iniciar as articulações em busca de convergência para o próximo pleito, previsto para fevereiro de 2027.
O grupo reúne Republicanos, União Brasil, PP, PSD, MDB, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade e PRD, incluindo três federações partidárias. Juntas, as siglas somam 252 deputados eleitos. Na manifestação, os partidos defenderam a continuidade da aliança e afirmaram que trabalham por uma Câmara plural, independente e aberta ao diálogo com diferentes correntes políticas.
Apesar do apoio anunciado, a declaração conjunta não garante a votação unânime dos integrantes das bancadas. A eleição para a presidência da Câmara ocorre por voto secreto, e a escolha depende dos votos efetivamente registrados em plenário. Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa obter maioria absoluta, ou seja, pelo menos 257 votos entre os 513 deputados. Caso nenhum candidato alcance esse número, a disputa pode seguir para um segundo turno entre os dois mais votados.
A articulação ocorre em meio a divergências políticas sobre a sucessão na Câmara e à preocupação de integrantes do grupo com o avanço do bolsonarismo na Casa. O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), afirmou ter sido informado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a resistência de parlamentares bolsonaristas ao nome de Motta. Apesar disso, Pereira disse acreditar na possibilidade de negociação. Em 2025, o PL apoiou a eleição de Motta, que recebeu respaldo de 18 partidos para assumir a presidência da Câmara.
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