O apresentador Fabiano Gomes comentou nesta sexta-feira, dia 27, no programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, sobre a polêmica em torno de uma suposta privatização da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba, a Cagepa. Durante o programa, ele rebateu informações que circulam em parte da imprensa e afirmou que não há qualquer processo de venda da estatal em curso por parte do governador João Azevêdo.

Fabiano foi enfático ao criticar o que classificou como desinformação. “Porque tem muita gente querendo ganhar eleitoralmente, vendendo gato por lebre. Tem sido noticiado em meia dúzia de dois ou três veículos de comunicação de que o governador João Azevedo estaria privatizando a Cagepa. Ou essas pessoas são muito mal informadas ou não sabem ler nem escrever, muito menos interpretar”, disparou.

O comunicador disse que explicaria o tema de forma simples para que toda a população pudesse compreender. “E aqui eu vou falar no populês. Sabe o que é populês? Que todo mundo entenda. O que está acontecendo, minha gente? É o governo do estado contratando uma empresa com o BNDES, que é um banco público, fazendo a modelagem do negócio para sanear 100% de 85 cidades da Paraíba. Apenas isso”, afirmou.

Segundo ele, trata se de uma parceria público privada para estruturar o projeto de ampliação do saneamento. “É a Cagepa que vai pagar esta empresa por esse trabalho. Simples assim, parceria público privada. É como se o DER contratasse várias empresas para fazer estradas e depois pagar por obras executadas”, comparou.

Fabiano Gomes reforçou que a gestão da companhia continua sob responsabilidade do Estado. “Não tem privatização. Quem continua gerenciando tudo, meu amigo, é a Cagepa. A conta, a medição, não tem nada a ver com isso. A Cagepa é do Estado”, declarou.

O apresentador ainda questionou a tese de que o governo estaria promovendo uma venda disfarçada da empresa. “Você acha que o governador privatizasse a Cagepa de forma diluída, de pedacinho em pedacinho, e o sindicato, a categoria, a CUT, a universidade, toda a esquerda estariam de braços cruzados para isso?”, indagou.

Para ele, o debate que deve ser feito é outro. “Uma coisa é discutir se a Cagepa precisaria ou não contratar a empresa. O que eu estou discutindo aqui é outra coisa. Não tem privatização da Cagepa”, insistiu.

Encerrando o comentário, Fabiano voltou a destacar que a parceria não interfere na estrutura interna da companhia. “Essa empresa não mexe com a estrutura da Cagepa, com os salários, com medição, com a conta d’água, com nada”, concluiu.

Compartilhe esse conteúdo: