Deputado estadual Walber Virgolino (PL), durante entrevista à imprensa na ALPB. - Foto: Divulgação

O deputado estadual Walber Virgolino (PL) comentou nesta quarta-feira (27) a discussão em torno da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho no Brasil.

O tema voltou ao centro do debate político nacional após partidos do chamado centrão articularem mudanças no texto em tramitação na Câmara dos Deputados, especialmente em relação ao prazo de transição para implementação das novas regras trabalhistas.

Em entrevista ao portal Fonte83, Walber afirmou que o debate precisa ser conduzido pelo Congresso Nacional, mas defendeu que a discussão considere tanto a realidade do trabalhador quanto a situação do setor produtivo. “Primeiro, essa é uma questão que está sendo debatida no Congresso Nacional. Quem tem legitimidade para tratar desse assunto são deputados federais e senadores. Eu sou deputado estadual, então não participo diretamente dessa discussão”, declarou.

Apesar disso, o parlamentar avaliou que o tema precisa avançar diante do desgaste enfrentado pelos trabalhadores brasileiros. “Eu acho que o trabalhador está sufocado na sua escala de trabalho, e isso precisa ser aliviado. O PT apresentou uma proposta, o PL apresentou outra. As duas são efetivamente boas para os trabalhadores”, afirmou.

Walber também defendeu a construção de um entendimento entre os blocos políticos para aprovação do texto. “Eu espero que se chegue a um consenso, a um meio-termo, e que isso seja aprovado de forma rápida para que a gente consiga tratar o trabalhador com dignidade, sem sufocar economicamente o empresário”, completou.

A fala acontece após a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos a 4, o parecer da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. O texto, relatado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda será analisado pelo plenário da Câmara antes de seguir para o Senado.

A proposta prevê transição gradual de até 14 meses, manutenção dos salários e dois dias de descanso semanal. Parlamentares da oposição criticaram a medida durante a sessão. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) defendeu uma escala 4×3, enquanto Gilson Marques (Novo-SC) afirmou que a mudança pode afetar pequenos empresários.

Autora de uma das PECs debatidas, Erika Hilton (PSOL-SP) acusou a oposição de tentar dificultar o fim da escala 6×1. A tramitação teve apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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