O deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) abriu espaço, nesta terça-feira (25), para uma possível composição do PT no palanque do prefeito Cícero Lucena (MDB) nas eleições de 2026, desde que a sigla tenha participação real na chapa majoritária e que a articulação fortaleça a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada durante entrevista à imprensa na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), num momento em que o debate sobre alianças estaduais começa a ganhar força dentro do partido.
Cartaxo afirmou que o PT nacional já está conduzindo conversas com partidos interessados em integrar o palanque de Lula em 2026, inclusive na Paraíba, e defendeu que o diretório estadual atue com “maturidade política”, mas sem abrir mão de protagonismo. “Em nome da reeleição do presidente Lula, não vou criar dificuldades. Agora, o PT precisa ter espaço na chapa majoritária. Se estão procurando o PT, é porque o PT tem força e porque Lula é um candidato fortíssimo. Não vamos só bater palma na campanha”, declarou.
O parlamentar reforçou que não há veto a uma convivência com Cícero Lucena no mesmo palanque, desde que o movimento esteja alinhado ao projeto nacional.
Cartaxo também comentou a participação da presidente estadual do partido, Cida Ramos, na Executiva Nacional do PT. Segundo ele, a direção nacional decidiu adiar para janeiro o seminário estadual que definiria os rumos do partido na Paraíba, justamente para que as decisões locais sejam tomadas em sintonia com Brasília. “A direção nacional está acompanhando de perto os estados onde há disputa pelo apoio do PT. Aqui, teremos reuniões importantes, mas a palavra final será conjunta entre nacional e estadual”, explicou.
Ele voltou a defender que o PT adote uma postura mais ativa: “O PT precisa ser proativo. Reunião por reunião não basta. As coisas têm que acontecer na prática”, destacou.
Disputa por espaço e busca por unidade interna
Cartaxo reconheceu que há diferentes posições dentro do partido, mas afirmou que não haverá imposições. A escolha sobre qual cargo o PT vai pleitear, seja vice ou Senado, dependerá do debate interno e da avaliação sobre onde o partido terá maior peso. “Temos nomes experientes e capacidade de contribuir. O importante é unificar o partido e garantir que a aliança local corresponda ao projeto nacional”, concluiu.
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