O governador João Azevêdo (PSB) comentou, durante entrevista à imprensa paraibana nessa quarta-feira (19), a situação do deputado estadual Hervázio Bezerra no PSB, após o parlamentar recuar da ideia de deixar a sigla. A declaração ocorreu durante a inauguração da nova via que liga o Altiplano ao Hospital Universitário, em João Pessoa.
Questionado sobre a permanência de Hervázio no partido, João Azevêdo afirmou que a decisão cabe unicamente ao deputado e que não há interferência nesse processo. Segundo o governador: “Não tem o que resolver dentro do partido. Ele está no partido e a decisão de ficar e permanecer no partido é dele, não é minha. Eu não posso, de forma nenhuma, obrigar ninguém a ficar. Ele vai fazer a leitura, a análise e decidir. As coisas estão muito claras, e eu coloquei isso de forma muito clara. As interpretações são de cada um.”
A fala do governador veio após Hervázio anunciar que permaneceria no PSB, mesmo após ter sinalizado, em entrevista à imprensa da Paraíba, que deixaria a sigla. A crise interna foi provocada após o vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, filho do deputado, ser afastado da presidência municipal do partido após a filiação do prefeito Cícero Lucena ao MDB.
Hervázio disse que decidiu recuar após conversas com o filho Leo e o vereador Odon Bezerra, que pediram prudência diante do cenário político. “Leo me ponderou muito, tanto ele quanto Odon, para que eu não tomasse essa decisão agora. Minha situação no PSB continua difícil, mas vou aguardar os próximos acontecimentos”, afirmou.
O deputado elogiou o tom adotado pelo governador ao tratar do assunto, classificando-o como “de alto nível”. “O governador é um fidalgo. Não concordo com tudo que disse, mas achei importante o debate. Vou adotar, a partir de agora, o tom dele”, disse.
A tensão no PSB começou após Leo Bezerra declarar apoio público ao prefeito Cícero Lucena para o Governo da Paraíba em 2026, ao mesmo tempo em que reafirmava voto em João Azevêdo para o Senado movimento que, segundo Hervázio, teria sido deturpado internamente. “Leo, no palanque, declarou voto em Cícero e João, não em Veneziano. Isso não foi dito ao governador”, afirmou.
Com o recuo de Hervázio e a sinalização pública de João Azevêdo, o PSB tenta reequilibrar o ambiente interno em meio às movimentações políticas ampliadas pela filiação de Cícero ao MDB e pelos alinhamentos para 2026.
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